segunda-feira, 26 de setembro de 2011
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Recordar é sofrer: lembra dessa reportagem da revista isto é?
O poderoso relator da CPI dos Bingos vive, no auge da campanha, o triste dilema de passar de pedra à vidraça. Ele garante que nada tem a ver com as irregularidades apuradas por uma CPI e pelo Ministério Público. Que não figura na ação que corre na 5ª Vara Criminal em Natal contra seus ex-secretários e tampouco figura na ação civil pública que também corre na Justiça potiguar.
De fato. Por ter foro criminal privilegiado é que o relatório final dos promotores estaduais seguiu para a Procuradoria Geral da República. O documento registra, com autorização judicial, conversas telefônicas que colocaram na berlinda Garibaldi e o irmão Paulo Roberto Alves, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Em um dos diálogos interceptados, o senador diz ao ex-secretário da Ação Social Tertuliano Pinheiro que os “promotores precisam de uma lição”.
Foram interceptadas ainda inúmeras ligações de Paulo Roberto para José Mariano, presidente da cooperativa que distribuía o leite. Em uma delas, Mariano advertiu: “Todos estão comprometidos, eu não vou só.” Os promotores Rinaldo Reis, Afonso de Ligório, Giovanni Diógenes e Jean Polaeck, no relatório final da “escuta do leite” lançaram dúvidas quanto ao comportamento de Garibaldi e do
irmão conselheiro: “É realmente intrigante constatar, pelas gravações telefônicas, a quantidade de reuniões que o senador e o conselheiro participam com os denunciados, em especial José Mariano Neto, para tratar da contratação de advogado e de estratégia de defesa.”
E são mais duros ao atestarem: “As interceptações telefônicas revelaram um inusitado interesse por parte das pessoas do senador Garibaldi Alves Filho e do Conselheiro Paulo Roberto no acompanhamento da defesa dos denunciados, em especial de José Mariano. Não custa lembrar que este foi denunciado como beneficiário do desvio de mais de R$ 9 milhões do dinheiro público na época em que o senador e o conselheiro, na qualidade de servidores públicos que são, ao invés de perseguirem o desvendamento do caso e a devolução dos recursos aos cofres públicos, na realidade demonstrem imenso interesse em bem aparelhar a defesa de um dos denunciados (José Mariano) chegando ao ponto de se dispor a custear uma parcela dos honorários advocatícios cobrados pelo advogado do réu”. O relatório está nas mãos do Ministério Público Federal em Brasília desde 2004. Enquanto isso, o senador continua sua campanha sob a sombra do escândalo do leite.
Opinião do blog: Até agora nada. Nada mesmo.
De fato. Por ter foro criminal privilegiado é que o relatório final dos promotores estaduais seguiu para a Procuradoria Geral da República. O documento registra, com autorização judicial, conversas telefônicas que colocaram na berlinda Garibaldi e o irmão Paulo Roberto Alves, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado. Em um dos diálogos interceptados, o senador diz ao ex-secretário da Ação Social Tertuliano Pinheiro que os “promotores precisam de uma lição”.
Foram interceptadas ainda inúmeras ligações de Paulo Roberto para José Mariano, presidente da cooperativa que distribuía o leite. Em uma delas, Mariano advertiu: “Todos estão comprometidos, eu não vou só.” Os promotores Rinaldo Reis, Afonso de Ligório, Giovanni Diógenes e Jean Polaeck, no relatório final da “escuta do leite” lançaram dúvidas quanto ao comportamento de Garibaldi e do
irmão conselheiro: “É realmente intrigante constatar, pelas gravações telefônicas, a quantidade de reuniões que o senador e o conselheiro participam com os denunciados, em especial José Mariano Neto, para tratar da contratação de advogado e de estratégia de defesa.”
E são mais duros ao atestarem: “As interceptações telefônicas revelaram um inusitado interesse por parte das pessoas do senador Garibaldi Alves Filho e do Conselheiro Paulo Roberto no acompanhamento da defesa dos denunciados, em especial de José Mariano. Não custa lembrar que este foi denunciado como beneficiário do desvio de mais de R$ 9 milhões do dinheiro público na época em que o senador e o conselheiro, na qualidade de servidores públicos que são, ao invés de perseguirem o desvendamento do caso e a devolução dos recursos aos cofres públicos, na realidade demonstrem imenso interesse em bem aparelhar a defesa de um dos denunciados (José Mariano) chegando ao ponto de se dispor a custear uma parcela dos honorários advocatícios cobrados pelo advogado do réu”. O relatório está nas mãos do Ministério Público Federal em Brasília desde 2004. Enquanto isso, o senador continua sua campanha sob a sombra do escândalo do leite.
Opinião do blog: Até agora nada. Nada mesmo.
domingo, 18 de setembro de 2011
Os poetas.
Movido pela curiosidade de encontrar poetas antigos e fazer comparações com os de nossa época, encontrei Antonio Fogaça. Um poeta português que teve vida breve, nasceu em 1863 e morreu em 1888. Era estudante em Coimbra, Portugal, quando preparou seu livro “Versos da Mocidade” não chegando a publicar. O livro foi publicado postumamente. Desse livro encontramos essa pérola de soneto chamado “Os Rouxinóis”
No meu jardim, num cedro em que a frescura
e a flor da novidade vêm brotando,
pousa, por vezes, um ditoso bando
de alegres rouxinóis, entre a verdura...
Quando ali vou, tristíssimo, à procura
de sossego e de luz, de quando em quando,
sinto-os vir e pousar, ouço-os cantando
no doce idílio de uma paz obscura.
E, desditoso, eu lembro, com saudade,
último brilho do meu peito ardente,
que assim também, num íntimo vigor,
sobre o flóreo jardim da mocidade,
cantaram na minh'alma, alegremente,
como no cedro, os rouxinóis do amor!...
Obs.: Antonio Fogaça escreveu o livro em 1887, passaram, entretanto, 125 anos, os poetas passaram, mas os sentimentos são os mesmos.
No meu jardim, num cedro em que a frescura
e a flor da novidade vêm brotando,
pousa, por vezes, um ditoso bando
de alegres rouxinóis, entre a verdura...
Quando ali vou, tristíssimo, à procura
de sossego e de luz, de quando em quando,
sinto-os vir e pousar, ouço-os cantando
no doce idílio de uma paz obscura.
E, desditoso, eu lembro, com saudade,
último brilho do meu peito ardente,
que assim também, num íntimo vigor,
sobre o flóreo jardim da mocidade,
cantaram na minh'alma, alegremente,
como no cedro, os rouxinóis do amor!...
Obs.: Antonio Fogaça escreveu o livro em 1887, passaram, entretanto, 125 anos, os poetas passaram, mas os sentimentos são os mesmos.
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
O gigante começa acordar.
07/09/2011 - 12h01
Marcha anticorrupção leva milhares às ruas em Brasília
CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA
A Marcha contra a Corrupção, movimento que ocorre paralelamente ao desfile de 7 de Setembro, reuniu milhares de pessoas em Brasília, segundo a Polícia Militar.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal calcula em cerca de 60 mil o público na Esplanada dos Ministérios durante a manhã desta quarta-feira. Destes, entre 45 mil e 50 mil assistiram ao desfile militar. O público da marcha foi estimado pela secretaria em 12 mil --sendo que parte dele assistiu ao desfile e se integrou ao protesto depois.
Veja fotos dos protestos anticorrupção pelo país
Atos anticorrupção no país testam força das redes sociais
Uma estimativa de público diferente foi feita pelo comando da Polícia Militar no local, que chegou a falar em 100 mil pessoas na marcha e no desfile militar. Essa estimativa foi considerada superestimada pela secretaria.
Apitos, máscaras, nariz de palhaço e caras pintadas de preto foram os símbolos escolhidos pelos manifestantes para protestar contra a corrupção no país. As faixas carregadas ao longo da marcha falam de corrupção em geral e do caso específico da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), livrada da cassação pelos colegas no fim do mês passado.
O protesto saiu do Museu da República e caminhou até o Congresso Nacional, ou seja, de um ponto a outro da Esplanada dos Ministérios. Jovens representam a maior parte dos manifestantes, mas também há crianças e idosos.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, comparou o movimento às Diretas-Já e aos protestos pelo impeachment do então presidente Fernando Collor.
"Essa é uma forma de dizer que país queremos, com moralidade e justiça. É um grito que precisa ser ouvido (...) A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", disse durante a marcha.
Junto da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a OAB lançou um manifesto em que apoia o movimento popular e destaca a necessidade de aprimoramentos nos Três Poderes. Entre eles, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a transparência nos gastos do Executivo federal.
BATE-BOCA
Durante a manhã desta quarta-feira, houve bate-boca acalorado entre integrantes do PSOL e os organizadores da marcha.
Dirigentes do partido levaram camisetas e bandeiras da legenda ao protesto. Os organizadores da marcha, que haviam pedido para os participantes não fazerem menções a partidos, pediram que as camisetas e as bandeiras fossem retiradas do local. Ao que os membros do PSOL reagiram mal, chamaram os manifestantes de "juventude do Sarney" e criticaram a ausência de faixas contra o PT. A confusão foi abafada.
Marcha anticorrupção leva milhares às ruas em Brasília
CAROLINA SARRES
DE BRASÍLIA
A Marcha contra a Corrupção, movimento que ocorre paralelamente ao desfile de 7 de Setembro, reuniu milhares de pessoas em Brasília, segundo a Polícia Militar.
A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal calcula em cerca de 60 mil o público na Esplanada dos Ministérios durante a manhã desta quarta-feira. Destes, entre 45 mil e 50 mil assistiram ao desfile militar. O público da marcha foi estimado pela secretaria em 12 mil --sendo que parte dele assistiu ao desfile e se integrou ao protesto depois.
Veja fotos dos protestos anticorrupção pelo país
Atos anticorrupção no país testam força das redes sociais
Uma estimativa de público diferente foi feita pelo comando da Polícia Militar no local, que chegou a falar em 100 mil pessoas na marcha e no desfile militar. Essa estimativa foi considerada superestimada pela secretaria.
Apitos, máscaras, nariz de palhaço e caras pintadas de preto foram os símbolos escolhidos pelos manifestantes para protestar contra a corrupção no país. As faixas carregadas ao longo da marcha falam de corrupção em geral e do caso específico da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), livrada da cassação pelos colegas no fim do mês passado.
O protesto saiu do Museu da República e caminhou até o Congresso Nacional, ou seja, de um ponto a outro da Esplanada dos Ministérios. Jovens representam a maior parte dos manifestantes, mas também há crianças e idosos.
O presidente da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, comparou o movimento às Diretas-Já e aos protestos pelo impeachment do então presidente Fernando Collor.
"Essa é uma forma de dizer que país queremos, com moralidade e justiça. É um grito que precisa ser ouvido (...) A classe média saiu de casa e veio para a rua. Foi assim com as Diretas-Já e com o impeachment. É assim que começa", disse durante a marcha.
Junto da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e da ABI (Associação Brasileira de Imprensa), a OAB lançou um manifesto em que apoia o movimento popular e destaca a necessidade de aprimoramentos nos Três Poderes. Entre eles, a aplicação da Lei da Ficha Limpa e a transparência nos gastos do Executivo federal.
BATE-BOCA
Durante a manhã desta quarta-feira, houve bate-boca acalorado entre integrantes do PSOL e os organizadores da marcha.
Dirigentes do partido levaram camisetas e bandeiras da legenda ao protesto. Os organizadores da marcha, que haviam pedido para os participantes não fazerem menções a partidos, pediram que as camisetas e as bandeiras fossem retiradas do local. Ao que os membros do PSOL reagiram mal, chamaram os manifestantes de "juventude do Sarney" e criticaram a ausência de faixas contra o PT. A confusão foi abafada.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
Canção do martírio.
"Minha terra tem buracos
Onde quebra nossos carros
Os carros que aqui transitam
Não transitam como os de lá
Nossa cidade tem mais lixo
Nossas praças mais desprezo
Dirijir aqui é perigo
As autoridades não tem zelo
Em sismar sozinho toda hora
Mais desgosto tenho eu cá
A prefeitura tem gente
Que não deseja trabalhar
Minha cidade tem horrores
Que tal não encontro eu cá;
Em cismar sozinho toda hora
Levo a vida a penar
Minha cidade é um terremoto
Que não quer mais parar
Oh Deus não permita
Que eu morra nesses buracos
Sem que desfrute de um passeio
Que não possa me atolar
Sem qu’inda aviste uma rua
Pra conseguir caminhar.
.
Onde quebra nossos carros
Os carros que aqui transitam
Não transitam como os de lá
Nossa cidade tem mais lixo
Nossas praças mais desprezo
Dirijir aqui é perigo
As autoridades não tem zelo
Em sismar sozinho toda hora
Mais desgosto tenho eu cá
A prefeitura tem gente
Que não deseja trabalhar
Minha cidade tem horrores
Que tal não encontro eu cá;
Em cismar sozinho toda hora
Levo a vida a penar
Minha cidade é um terremoto
Que não quer mais parar
Oh Deus não permita
Que eu morra nesses buracos
Sem que desfrute de um passeio
Que não possa me atolar
Sem qu’inda aviste uma rua
Pra conseguir caminhar.
.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O cadáver quer falar
Um processo explosivo que está na Justiça Federal tem em seu conteúdo ligações perigosas entre o Palácio do Planalto, o governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz, o secretário da Presidência da República Gilberto Carvalho e a ex ministra da Casa Civil Erenice Guerra envolvidos no desvio de milhões de reais dos cofres públicos através de ONGs especialmente criadas para esses expedientes.
Luiz Carlos Coelho de Medeiros e sua irmã Vera Lúcia Coelho de Medeiros faziam o trabalho de acompanhamento de emendas parlamentares destinadas às ONGs montadas para desviar milhões em verbas públicas. O presidente Lula determinou a nomeação de Vera Lúcia para a Casa Civil, subordinada diretamente a Erenice Guerra, na época secretária executiva no Palácio do Planalto.
O descontingenciamento ficava sob a responsabilidade de Erenice Guerra e Vera Lúcia, que se gaba de desfrutar uma intimidade com o presidente Lula. Dalí as emendas eram liberadas e encaminhadas para Agnelo que ocupava a pasta dos Esportes. Agnelo tinha como um dos coordenadores da operação, na Esplanada dos Ministérios, Luiz Carlos Medeiros, que fazia a verba chegar às mãos dos dirigentes das ONGs, que no final da história retornavam com parte do dinheiro para o então ministro, segundo depoimentos de dois integrantes do bando que saqueava os cofres públicos.
Tudo isso parece estar sob controle de Gilberto Carvalho na Justiça. Mas os dirigentes que operavam para Agnelo estão tirando noites de sono do governador.
O processo que está sob sigilo na Justiça relata uma história triste e capaz de revoltar qualquer pessoa de bem. Uma delegada da cidade–satélite de Sobradinho, no entorno de Brasília, recebeu denúncia de abuso sexual de menores adolescentes. A partir daí iniciou investigação com escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, e coleta de informações de orgias organizadas por empresários. O que a delegada não esperava era deparar-se com um escândalo nacional que passava pelo Palácio do Planalto, Ministério dos Esportes e pelo Governo do Distrito Federal.
A delegada que esperava desvendar um crime local de abuso sexual, confrontou-se com informações que fugiam de sua competência. Foi então obrigada a enviar o inquérito para a DECO – Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil do DF, sob a batuta do delegado Jean Carlo. Aí, começa uma profunda investigação que resultou em ameaças e assassinatos colocando duas testemunhas sob proteção da Polícia Federal.
Jean Carlo escalou dois agentes de sua confiança para infiltrar no bando. Tudo era gravado, filmado, documentado e passado para um grupo de inteligência da Operação batizada de Kung-Fu. O delegado Jean Carlo, da DECO, tinha o controle absoluto da Operação, mas não poderia contar com a descoberta da verdadeira identidade de um de seus agentes infiltrados no bando: Luiz Carlos , o Clark, que foi assassinado durante a Operação.
A morte de Clark aconteceu em outubro de 2009. Como o agente trabalhava infiltrado, na Operação Kung-Fu, o diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, esteve no local do crime e deu declaração de que o policial poderia ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas o corpo de Clark foi encontrado entre os dois bancos da frente do carro da Polícia Civil descaracterizado, um Clio prata placa JFT 7515-DF, numa estrada de terra atrás do Condomínio RK, próximo à DF-001 e do Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército (CIGEx), em Sobradinho.
O corpo do agente estava sobre a marcha, com a cabeça voltada para o banco de trás. Além disso, havia uma marca de tiro no peito e quatro cápsulas de bala no chão do carro. O policial foi encontrado com uma arma na mão e estava com o pulso quebrado, o que foi omitido pela perícia no laudo final.
O depoimento da testemunha Michael Vieira da Silva chamou a atenção dos investigadores. O ex-integrante do bando das ONGs, disse que ele próprio teria sido vitima de João Dias, um dos dirigentes da ONG Instituto Novo Horizonte e soldado da PM lutador especialista em artes marciais. João Dias desfruta de um padrão de vida incompatível com o que possa receber em sua função pública: confortável mansão, carros importados e um temperamento capaz de intimidar qualquer pessoa que queira ter vida longa.
Segundo Michael, João Dias o forçou a fazer um depoimento, por escrito, retirando o nome de Agnelo da trama. João, através de um golpe marcial, quebrou o pulso da testemunha tal qual o do agente Clark encontrado morto. Todas essas informações estão à disposição da Justiça nos depoimentos de Michael.
Michael Vieira da Silva contou que outro colaborador do delegado Jean Carlo, Geraldo Nascimento de Andrade, também estava marcado para morrer. O delegado Jean Carlo decidiu resgatar o agente infiltrado e Geraldo, ex-integrante do bando cooptado pela polícia, e colocá-los sob o Programa de Proteção a Testemunha. Geraldo, ex-participante da ONG cooptado pela polícia, foi informado pela esposa de um dos integrantes do bando que sua fotografia já estava nas mãos de matadores contratados para fazer o “serviço”.
A esta altura, Operação Kung – Fu se transforma em Shaolin e sai da Polícia Civil do DF e vai para a Justiça Federal. Lá permanece na mesa do juiz substituto da 10ª Vara enquanto durou a campanha para o Governo do DF.
Joaquim Roriz, candidato que disputava com Agnelo Queiroz a vaga no Palácio do Buriti, colocou o depoimento de Michael em seu horário eleitoral na TV. Em contrapartida entra em cena a história contada pela Revista Quidnovi na semana passada sob o título VOZ DE PRISÃO.
Mais uma vez João Dias,pesadelo de Agnelo, é um dos protagonistas da história. Até chegar ao corre corre na padaria no Sudoeste, bairro nobre de Brasília, muita coisa havia acontecido e está vindo à tona agora.
Marcelo Toledo e o doleiro Fayed chamaram João Dias para se juntar ao grupo que tentava conseguir a alto custo a Secretaria de Segurança Pública, o DF- Trans e a Seguradora do BRB.
Foi oferecido para João, a Seguradora do BRB que poderia gerar de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhões ao mês para o esquema. João topou o negócio, mas por pouco tempo. Numa conversa com Miguel Lucena, presidente da Codeplan, foi prometido uma posição melhor dentro do Governo. Miguel pretendia assumir a Secretaria de Segurança Pública e deixar a Codeplan nas mãos de João Dias.
Lucena levou João Dias para enfrentar Toledo e Fayed, que tinham nas mãos gravações comprometedoras de caixa 2 na campanha de Agnelo. O delegado Lucena traçou o plano com João para dar voz de prisão ao doleiro e a Toledo por tentativa de extorsão. Chamou Fayed para tomar um vinho na Padaria Pães & Vinhos, no Sudoeste, enquanto João Dias ficou do lado de fora aguardando o momento de entrar em cena.
Em paralelo, Toledo telefona para Lucena e começa uma discussão. Em seguida, Toledo chega a padaria a fim de colocar um ponto final na tão esperada resposta de Agnelo. Lucena começa a discutir e o resultado foi parar na 3ª DP. Lá, João Dias demonstrava prestígio com o governador. Exigia que fosse feito um Boletim de Ocorrência colocando Agnelo e Lucena como vitimas de extorsão.
João falava alto e ditava as regras. Mas o delegado Onofre de Moraes não podia fazer o BO porque não estavam na Delegacia nem Lucena nem Agnelo. João Dias então deixa a delegacia dizendo que daria o prazo de uma semana para tudo ficar resolvido. E garantia ter Agnelo em suas mãos.
Agora, Onofre de Moraes, está investigando o caso em sigilo e deve colocar no inquérito o depoimento de todos os personagens.
No final da tarde desta 2ª feira, o governador de Brasília Agnelo Queiroz, durante a inauguração de uma pequena reforma no Hospital da Ceilândia, mostrou-se descontrolado. Xingou os pacientes que cobravam mais atenção da área da Saúde. Disse que os pacientes eram mercenários. O motivo desse descontrole poderia até ser a questão do Sistema de Saúde do DF que está falido. Mas, na verdade, o que incomoda Agnelo é o rumoroso processo que tramita na justiça federal, e que agora poderá vir à tona.
Hoje Agnelo deverá ter uma nova dor de cabeça. Conforme revelou o Quidnovi, na semana passada, o governador continua nomeando todas as pessoas envolvidas em escândalos que possam derrubá-lo da cadeira do Buriti. Segundo o Diário Oficial do DF de 13 de janeiro de 2011, Vera Lúcia foi nomeada para um CNE 07 , como assessora especial da Secretaria de Estado e desenvolvimento Urbano e Habitacional. No DODF de 10 de março de 2011, Vera Lúcia foi remanejada para um cargo de natureza especial com CNE 05. Ela agora é Ouvidora da Secretaria de Transparência e Controle do GDF. Ou seja, escuta as denúncias contra o Governo para que possam ser apuradas.
Fone: www.quidnovi.com.br
Luiz Carlos Coelho de Medeiros e sua irmã Vera Lúcia Coelho de Medeiros faziam o trabalho de acompanhamento de emendas parlamentares destinadas às ONGs montadas para desviar milhões em verbas públicas. O presidente Lula determinou a nomeação de Vera Lúcia para a Casa Civil, subordinada diretamente a Erenice Guerra, na época secretária executiva no Palácio do Planalto.
O descontingenciamento ficava sob a responsabilidade de Erenice Guerra e Vera Lúcia, que se gaba de desfrutar uma intimidade com o presidente Lula. Dalí as emendas eram liberadas e encaminhadas para Agnelo que ocupava a pasta dos Esportes. Agnelo tinha como um dos coordenadores da operação, na Esplanada dos Ministérios, Luiz Carlos Medeiros, que fazia a verba chegar às mãos dos dirigentes das ONGs, que no final da história retornavam com parte do dinheiro para o então ministro, segundo depoimentos de dois integrantes do bando que saqueava os cofres públicos.
Tudo isso parece estar sob controle de Gilberto Carvalho na Justiça. Mas os dirigentes que operavam para Agnelo estão tirando noites de sono do governador.
O processo que está sob sigilo na Justiça relata uma história triste e capaz de revoltar qualquer pessoa de bem. Uma delegada da cidade–satélite de Sobradinho, no entorno de Brasília, recebeu denúncia de abuso sexual de menores adolescentes. A partir daí iniciou investigação com escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, e coleta de informações de orgias organizadas por empresários. O que a delegada não esperava era deparar-se com um escândalo nacional que passava pelo Palácio do Planalto, Ministério dos Esportes e pelo Governo do Distrito Federal.
A delegada que esperava desvendar um crime local de abuso sexual, confrontou-se com informações que fugiam de sua competência. Foi então obrigada a enviar o inquérito para a DECO – Divisão Especial de Repressão ao Crime Organizado, da Polícia Civil do DF, sob a batuta do delegado Jean Carlo. Aí, começa uma profunda investigação que resultou em ameaças e assassinatos colocando duas testemunhas sob proteção da Polícia Federal.
Jean Carlo escalou dois agentes de sua confiança para infiltrar no bando. Tudo era gravado, filmado, documentado e passado para um grupo de inteligência da Operação batizada de Kung-Fu. O delegado Jean Carlo, da DECO, tinha o controle absoluto da Operação, mas não poderia contar com a descoberta da verdadeira identidade de um de seus agentes infiltrados no bando: Luiz Carlos , o Clark, que foi assassinado durante a Operação.
A morte de Clark aconteceu em outubro de 2009. Como o agente trabalhava infiltrado, na Operação Kung-Fu, o diretor-geral da Polícia Civil, Cléber Monteiro, esteve no local do crime e deu declaração de que o policial poderia ter sido vítima de latrocínio (roubo seguido de morte). Mas o corpo de Clark foi encontrado entre os dois bancos da frente do carro da Polícia Civil descaracterizado, um Clio prata placa JFT 7515-DF, numa estrada de terra atrás do Condomínio RK, próximo à DF-001 e do Centro de Imagens e Informações Geográficas do Exército (CIGEx), em Sobradinho.
O corpo do agente estava sobre a marcha, com a cabeça voltada para o banco de trás. Além disso, havia uma marca de tiro no peito e quatro cápsulas de bala no chão do carro. O policial foi encontrado com uma arma na mão e estava com o pulso quebrado, o que foi omitido pela perícia no laudo final.
O depoimento da testemunha Michael Vieira da Silva chamou a atenção dos investigadores. O ex-integrante do bando das ONGs, disse que ele próprio teria sido vitima de João Dias, um dos dirigentes da ONG Instituto Novo Horizonte e soldado da PM lutador especialista em artes marciais. João Dias desfruta de um padrão de vida incompatível com o que possa receber em sua função pública: confortável mansão, carros importados e um temperamento capaz de intimidar qualquer pessoa que queira ter vida longa.
Segundo Michael, João Dias o forçou a fazer um depoimento, por escrito, retirando o nome de Agnelo da trama. João, através de um golpe marcial, quebrou o pulso da testemunha tal qual o do agente Clark encontrado morto. Todas essas informações estão à disposição da Justiça nos depoimentos de Michael.
Michael Vieira da Silva contou que outro colaborador do delegado Jean Carlo, Geraldo Nascimento de Andrade, também estava marcado para morrer. O delegado Jean Carlo decidiu resgatar o agente infiltrado e Geraldo, ex-integrante do bando cooptado pela polícia, e colocá-los sob o Programa de Proteção a Testemunha. Geraldo, ex-participante da ONG cooptado pela polícia, foi informado pela esposa de um dos integrantes do bando que sua fotografia já estava nas mãos de matadores contratados para fazer o “serviço”.
A esta altura, Operação Kung – Fu se transforma em Shaolin e sai da Polícia Civil do DF e vai para a Justiça Federal. Lá permanece na mesa do juiz substituto da 10ª Vara enquanto durou a campanha para o Governo do DF.
Joaquim Roriz, candidato que disputava com Agnelo Queiroz a vaga no Palácio do Buriti, colocou o depoimento de Michael em seu horário eleitoral na TV. Em contrapartida entra em cena a história contada pela Revista Quidnovi na semana passada sob o título VOZ DE PRISÃO.
Mais uma vez João Dias,pesadelo de Agnelo, é um dos protagonistas da história. Até chegar ao corre corre na padaria no Sudoeste, bairro nobre de Brasília, muita coisa havia acontecido e está vindo à tona agora.
Marcelo Toledo e o doleiro Fayed chamaram João Dias para se juntar ao grupo que tentava conseguir a alto custo a Secretaria de Segurança Pública, o DF- Trans e a Seguradora do BRB.
Foi oferecido para João, a Seguradora do BRB que poderia gerar de R$ 1 milhão a R$ 1,5 milhões ao mês para o esquema. João topou o negócio, mas por pouco tempo. Numa conversa com Miguel Lucena, presidente da Codeplan, foi prometido uma posição melhor dentro do Governo. Miguel pretendia assumir a Secretaria de Segurança Pública e deixar a Codeplan nas mãos de João Dias.
Lucena levou João Dias para enfrentar Toledo e Fayed, que tinham nas mãos gravações comprometedoras de caixa 2 na campanha de Agnelo. O delegado Lucena traçou o plano com João para dar voz de prisão ao doleiro e a Toledo por tentativa de extorsão. Chamou Fayed para tomar um vinho na Padaria Pães & Vinhos, no Sudoeste, enquanto João Dias ficou do lado de fora aguardando o momento de entrar em cena.
Em paralelo, Toledo telefona para Lucena e começa uma discussão. Em seguida, Toledo chega a padaria a fim de colocar um ponto final na tão esperada resposta de Agnelo. Lucena começa a discutir e o resultado foi parar na 3ª DP. Lá, João Dias demonstrava prestígio com o governador. Exigia que fosse feito um Boletim de Ocorrência colocando Agnelo e Lucena como vitimas de extorsão.
João falava alto e ditava as regras. Mas o delegado Onofre de Moraes não podia fazer o BO porque não estavam na Delegacia nem Lucena nem Agnelo. João Dias então deixa a delegacia dizendo que daria o prazo de uma semana para tudo ficar resolvido. E garantia ter Agnelo em suas mãos.
Agora, Onofre de Moraes, está investigando o caso em sigilo e deve colocar no inquérito o depoimento de todos os personagens.
No final da tarde desta 2ª feira, o governador de Brasília Agnelo Queiroz, durante a inauguração de uma pequena reforma no Hospital da Ceilândia, mostrou-se descontrolado. Xingou os pacientes que cobravam mais atenção da área da Saúde. Disse que os pacientes eram mercenários. O motivo desse descontrole poderia até ser a questão do Sistema de Saúde do DF que está falido. Mas, na verdade, o que incomoda Agnelo é o rumoroso processo que tramita na justiça federal, e que agora poderá vir à tona.
Hoje Agnelo deverá ter uma nova dor de cabeça. Conforme revelou o Quidnovi, na semana passada, o governador continua nomeando todas as pessoas envolvidas em escândalos que possam derrubá-lo da cadeira do Buriti. Segundo o Diário Oficial do DF de 13 de janeiro de 2011, Vera Lúcia foi nomeada para um CNE 07 , como assessora especial da Secretaria de Estado e desenvolvimento Urbano e Habitacional. No DODF de 10 de março de 2011, Vera Lúcia foi remanejada para um cargo de natureza especial com CNE 05. Ela agora é Ouvidora da Secretaria de Transparência e Controle do GDF. Ou seja, escuta as denúncias contra o Governo para que possam ser apuradas.
Fone: www.quidnovi.com.br
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Sinal de incapacidade.
Fico indignado em ouvir a presidenta Dilma dizer que está preocupada é com a miséria, quando abordada sobre a corrupção que campeia sua administração. Ora, a miséria vem exatamente pelos desvios das verbas, pelo montante roubado dos cofres públicos, enriquecendo essa patota de mensaleiros. Quantos hospitais e escolas deixam de ser construídos para enriquecer milhares de lobistas e construtores corruptos que infestam a nação brasileira? É duro ter que engolir da nossa representante maior uma imbecilidade dessas. É subestimar a inteligência do povo brasileiro. Infelizmente em menos de um ano de governo a presidenta do Brasil trocou quatro ministros, todos por corrupção. E o pior, colocou seus substitutos na mesma linha administrativa: todos por fisiologismo. Veja o último ministro, o da agricultura. Ele era do PMDB e seu sucessor, advinha de onde veio?
Eles não largam o osso. Como a maior punição para corrupto no Brasil é a demissão do cargo, o crime compensa. Estão se dando muito bem. Riem da nossa cara.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Para meditar.
Tadeu Arruda Câmara
Veja o que a Bíblia diz sobre a inveja:
Nenhum cristão é um filho de Deus, se não está liberto da inveja. A inveja não é de Deus. O cristão que inveja a outra pessoa está imunda e nojenta diante de Deus.
Marcos 7:21-23.
Veja o que a Bíblia diz sobre a inveja:
Nenhum cristão é um filho de Deus, se não está liberto da inveja. A inveja não é de Deus. O cristão que inveja a outra pessoa está imunda e nojenta diante de Deus.
Marcos 7:21-23.
Cotidiano.
Sempre agradeço a Deus por ter me dado inúmeros amigos. Entendendo, também, que quem possui muitos amigos, sempre encontra alguns inimigos. É que os inimigos dos nossos amigos, muitas das vezes, passam a não gostar da gente também. Eu, particularmente tive sorte com meus inimigos, são todos maus caráter e inescrupulosos. Sendo assim eles não têm credibilidade e ninguém acredita no que eles falam ao meu respeito.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
Reflexão.
Tadeu Arruda Câmara
Meu netinho, três aninhos, olhando o passarinho na gaiola.
Fiquei pensando no que os dois imaginavam naquele momento. Ele, meu netinho, tenho certeza pelos genes em sua corrente sanguínea: qual o infeliz que te aprisionou? Que fizestes para ficar nesse monstruoso castigo? O passarinho no cárcere da maldade humana pensava só numa coisa: fugir, fugir...
Assim como aquele passarinho, somos todos nós.... Um dia explicarei para ele que existem muitas gaiolas. Vou orientá-lo para que fuja do alçapão das falsas amizades. Dizer pra ele que como aquela gaiola aprisionando aquele pequeno ser, existem outros tipos de gaiola. A pior delas é a da opressão. Opressão por amar ou odiar demais. Opressão pelo ter, esquecendo que o importante é o ser. Dizer que o amor é quem rege todas as coisas boas da vida.
Retrato do Brasil:
Deu na Folha de São Paulo.
A investigação da PF começou em abril deste ano. No total, a Justiça expediu 38 mandados de prisão --19 temporárias e 19 preventivas--, mas 35 foram detidos até a noite de hoje. Em Brasília, dez pessoas foram presas preventivamente, enquanto sete estão detidos temporariamente e deverão ser soltos após prestarem depoimentos.
De acordo com a investigação --que deve ser finalizada entre duas semanas e um mês-- o convênio suspeito totaliza R$ 4,45 milhões do ministério, em convênio com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), no Amapá.
"O dinheiro era repassado pelo ministério ao Ibrasi, que usava empresas do grupo ou fictícias. A partir desse repasses, os treinamentos não eram executados", disse o delegado.
Os policiais suspeitam que pelo menos dois terços deste valor foi desviado.
O Ministério do Turismo fez o convênio com dinheiro originado de emenda parlamentar. Segundo o delegado, contudo, não há indícios, "até o momento", de participação de deputados no esquema.
Na casa do diretor do Ibrasi, em São Paulo, foram apreendidos R$ 610 mil --um dos objetivos da operação era justamente buscar dinheiro vivo. A PF, contudo, disse que não informará nomes dos envolvidos nem especificar a conduta de cada um.
De acordo com o delegado Paulo de Tarso Teixeira, as oitivas que serão realizadas servirá para esclarecer a participação dos envolvidos no esquema.
PLANALTO
Questionado se a presidência da República sabia com antecedência da investigação, o diretor-executivo da PF afirmou que as informações só foram repassadas após a deflagração da operação.
De acordo com Paulo de Tarso, a PF é "apartidária" e tem autonomia para investigar.
A investigação da PF começou em abril deste ano. No total, a Justiça expediu 38 mandados de prisão --19 temporárias e 19 preventivas--, mas 35 foram detidos até a noite de hoje. Em Brasília, dez pessoas foram presas preventivamente, enquanto sete estão detidos temporariamente e deverão ser soltos após prestarem depoimentos.
De acordo com a investigação --que deve ser finalizada entre duas semanas e um mês-- o convênio suspeito totaliza R$ 4,45 milhões do ministério, em convênio com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), no Amapá.
"O dinheiro era repassado pelo ministério ao Ibrasi, que usava empresas do grupo ou fictícias. A partir desse repasses, os treinamentos não eram executados", disse o delegado.
Os policiais suspeitam que pelo menos dois terços deste valor foi desviado.
O Ministério do Turismo fez o convênio com dinheiro originado de emenda parlamentar. Segundo o delegado, contudo, não há indícios, "até o momento", de participação de deputados no esquema.
Na casa do diretor do Ibrasi, em São Paulo, foram apreendidos R$ 610 mil --um dos objetivos da operação era justamente buscar dinheiro vivo. A PF, contudo, disse que não informará nomes dos envolvidos nem especificar a conduta de cada um.
De acordo com o delegado Paulo de Tarso Teixeira, as oitivas que serão realizadas servirá para esclarecer a participação dos envolvidos no esquema.
PLANALTO
Questionado se a presidência da República sabia com antecedência da investigação, o diretor-executivo da PF afirmou que as informações só foram repassadas após a deflagração da operação.
De acordo com Paulo de Tarso, a PF é "apartidária" e tem autonomia para investigar.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Carnaval e política: tudo a ver. (Tadeu Arruda Câmara)

Não sei por que, quando chega o carnaval, sempre me lembro das campanhas políticas, e quando chegam as campanhas políticas, lembro-me do carnaval. Agora mesmo se aproxima o carnaval e a sensação que me dá é de que vem uma nova eleição. A coisa não é muito difícil de explicar. É que política no Brasil se parece muito com carnaval. Ambos possuem aquele toque anárquico do tudo-pode. No carnaval, temos os foliões, muitos afoitos e destemidos que torcem pelas suas escolas de samba, mantendo a euforia até a quarta-feira de cinzas, dia de escolha da melhor escola. Na campanha política, temos os eleitores, muitos, também, afoitos e destemidos que torcem pelos seus partidos até chegar o dia da eleição. No carnaval, temos os pierrôs, as colombinas e os arlequins. Na política temos os cabos eleitorais, os eleitores e os chefes políticos. No carnaval, o arlequim, personagem da Commedia dell’Arte (Itália), que trai o pierrô, roubando-lhe sua colombina. Na política, temos os eleitos enganando o povo.
Não podemos deixar de citar que no carnaval, assim como na política, a força geratriz é o dinheiro. Dinheiro quase sempre sujo, caixa dois. No carnaval vem do jogo do bicho, uma maneira de suavizar a pesada imagem do bicheiro no mundo da contravenção. Na política, vem das construtoras, uma via de duas mãos: uma leva a doação a outra faz o retorno com o sofrimento do povo brasileiro. Essa história de liderança política sem dinheiro, principalmente no Rio Grande do Norte, é conversa pra boi dormir. Eu vi Aluízio Alves, maior expressão política do Estado, não conseguir eleger um neto vereador em Natal. Mais tarde, entrevistado por um canal de televisão, respondeu a um jornalista que não elegeu o neto porque não teve prestígio. Foi aí que comecei a entender a grandeza de um homem chamado Aluízio Alves.
A capital do carnaval é a cidade do Rio de Janeiro, com sua Avenida Marquês de Sapucaí, cujo Sambódromo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A capital política do Brasil é Brasília, também projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Note que os políticos de Brasília sempre aparecem na Sapucaí, buscando popularidade, e os da Sapucaí em Brasília, buscando sobrevivência.
A semelhança entre política e carnaval é tão grande que o Estado de São Paulo, nosso maior polo industrial, elegeu o palhaço Tiririca como deputado federal mais votado da história do Brasil. É protesto ou voto consciente? Pode até ser carnaval fora de época.
Não podemos deixar de falar da figura do palhaço. Este, sim, o grande elenco formador de nossa sociedade. Lembro um dia, hospedado num hotel de terceira categoria em São Paulo, em busca de trabalho, tempos difíceis, acordo, alta madrugada, e na cabeceira de mesa encontro um livro, já amarelado pelo tempo, e leio uma frase de Charles Chaplin: “Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político”. No silêncio daquela noite, pude refletir o quanto somos palhaços. Fomos palhaços quando uma ministra totalmente desequilibrada e um presidente tido como louco e corrupto confiscaram todo o nosso dinheiro, deixando toda a população abobalhada. Vai fazer isso em outra nação, vai? Fomos palhaços quando um governo incompetente cuja música de campanha dizia que soprava um vento forte no Rio Grande do Norte e que esse vento mudaria nossa sorte. Esse vento só trouxe perseguição à classe de professores e quebrou nosso maior patrimônio, o Bandern – Banco do Estado do RN. Fomos palhaços quando um grupo de grandes devedores, apelidados de empresários, não querendo pagar altas somas ao BDRN – Banco do Desenvolvimento do RN – resolveu simplesmente fechá-lo, deixando as dívidas pelos labirintos insondáveis da corrupção. Enquanto isso, aquela senhora que furtou uma lata de sardinha no supermercado, para matar a fome de uma criança faminta, passou seis meses na penitenciária.
As máscaras são comuns tanto nos foliões como nos políticos. Nos foliões são confeccionadas a caráter, conforme a imaginação, a fantasia. Nos políticos, nascem com eles, fazendo parte de sua personalidade. Observe um encontro com um político antes de uma eleição, sorriso fácil, sempre com perguntas, “por onde anda você? Precisamos conversar, você some!” Passada a eleição, cara fechada, ar de preocupação, um leve aceno. Pensamos até ser uma outra pessoa.
Por todas essas coisas concordo com Moacir Franco, nossa vida é um carnaval, também sopraram cinzas no meu coração e os clarins silenciaram quando caiu a máscara de minha ilusão. Talvez em outro dia os clarins voltem a tocar e uma nova máscara usarei para esconder uma nova dor.
Não podemos deixar de citar que no carnaval, assim como na política, a força geratriz é o dinheiro. Dinheiro quase sempre sujo, caixa dois. No carnaval vem do jogo do bicho, uma maneira de suavizar a pesada imagem do bicheiro no mundo da contravenção. Na política, vem das construtoras, uma via de duas mãos: uma leva a doação a outra faz o retorno com o sofrimento do povo brasileiro. Essa história de liderança política sem dinheiro, principalmente no Rio Grande do Norte, é conversa pra boi dormir. Eu vi Aluízio Alves, maior expressão política do Estado, não conseguir eleger um neto vereador em Natal. Mais tarde, entrevistado por um canal de televisão, respondeu a um jornalista que não elegeu o neto porque não teve prestígio. Foi aí que comecei a entender a grandeza de um homem chamado Aluízio Alves.
A capital do carnaval é a cidade do Rio de Janeiro, com sua Avenida Marquês de Sapucaí, cujo Sambódromo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A capital política do Brasil é Brasília, também projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Note que os políticos de Brasília sempre aparecem na Sapucaí, buscando popularidade, e os da Sapucaí em Brasília, buscando sobrevivência.
A semelhança entre política e carnaval é tão grande que o Estado de São Paulo, nosso maior polo industrial, elegeu o palhaço Tiririca como deputado federal mais votado da história do Brasil. É protesto ou voto consciente? Pode até ser carnaval fora de época.
Não podemos deixar de falar da figura do palhaço. Este, sim, o grande elenco formador de nossa sociedade. Lembro um dia, hospedado num hotel de terceira categoria em São Paulo, em busca de trabalho, tempos difíceis, acordo, alta madrugada, e na cabeceira de mesa encontro um livro, já amarelado pelo tempo, e leio uma frase de Charles Chaplin: “Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político”. No silêncio daquela noite, pude refletir o quanto somos palhaços. Fomos palhaços quando uma ministra totalmente desequilibrada e um presidente tido como louco e corrupto confiscaram todo o nosso dinheiro, deixando toda a população abobalhada. Vai fazer isso em outra nação, vai? Fomos palhaços quando um governo incompetente cuja música de campanha dizia que soprava um vento forte no Rio Grande do Norte e que esse vento mudaria nossa sorte. Esse vento só trouxe perseguição à classe de professores e quebrou nosso maior patrimônio, o Bandern – Banco do Estado do RN. Fomos palhaços quando um grupo de grandes devedores, apelidados de empresários, não querendo pagar altas somas ao BDRN – Banco do Desenvolvimento do RN – resolveu simplesmente fechá-lo, deixando as dívidas pelos labirintos insondáveis da corrupção. Enquanto isso, aquela senhora que furtou uma lata de sardinha no supermercado, para matar a fome de uma criança faminta, passou seis meses na penitenciária.
As máscaras são comuns tanto nos foliões como nos políticos. Nos foliões são confeccionadas a caráter, conforme a imaginação, a fantasia. Nos políticos, nascem com eles, fazendo parte de sua personalidade. Observe um encontro com um político antes de uma eleição, sorriso fácil, sempre com perguntas, “por onde anda você? Precisamos conversar, você some!” Passada a eleição, cara fechada, ar de preocupação, um leve aceno. Pensamos até ser uma outra pessoa.
Por todas essas coisas concordo com Moacir Franco, nossa vida é um carnaval, também sopraram cinzas no meu coração e os clarins silenciaram quando caiu a máscara de minha ilusão. Talvez em outro dia os clarins voltem a tocar e uma nova máscara usarei para esconder uma nova dor.
Moralização pública em vão. (Reminiscência)
Prezados Parlamentares e demais dirigentes do Partido dos Trabalhadores no Estado do Rio Grande do Norte:
DOCUMENTO PARA REFLETIR
“Mudança. Com essa palavra iniciei meu discurso de posse na Presidência da República. (...) Passados quase dois anos é chegado o momento de fazer um balanço. Mas é chegada, sobretudo, a ocasião de apontar os rumos para essa segunda metade do meu governo.
(...) Herdamos uma máquina administrativa ineficiente, desprovida em boa parte, do sentido republicano, sem vocação para realizar políticas em proveito da maioria. (...) Disse que iríamos, primeiro, fazer o necessário; faríamos depois o possível para enfrentar, mais tarde, o impossível”
Luiz Inácio Lula da Silva, 10 de dezembro de 2004.
Dos fatos : Diante de novas ações junto à parlamentares do Partido dos Trabalhadores, por supostos representantes dos servidores do IBAMA / RN, para novamente ponderar fatos já devidamente explicados, dando conotação de ameaças, solicitamos que leiam novamente a nossa Nota de Esclarecimento em toda a sua extensão , em anexo.
Recentemente estiveram no gabinete do Deputado Paulo Davim três pessoas como representantes dos servidores, embora não façam parte da diretoria da ASIBAMA / RN . Entendemos que esses servidores precisariam de uma melhor qualificação para tal, pois representam os problemas da instituição (envolvimentos numa dinâmica questionada pelos demais colegas, relações inter-pessoais ruins, assiduidade e pontualidade deficientes ) e o nosso propósito de um novo modelo de gestão para a instituição os incomoda bastante.
Falta de diálogo: A reclamação de que houve falta de diálogo não procede, apenas nos esquivamos de propostas corporativas contrárias aos princípios das diretrizes superiores e até mesmo de outras que fatalmente gerariam improbidades administrativas. Durante seis meses conversamos com muitos técnicos, convidamos para assumir conjuntamente os desafios do novo Governo, porém o que percebemos em alguns foi uma falta de motivação para atitudes empreendedoras e resultados concretos. Promovemos até um Encontro de Gestão em dezembro com ênfase na questão comportamental com fracos resultados para o desenvolvimento do espírito de equipe.
Situação Nacional do Ibama : Na semana passada participamos da reunião de Gerentes Executivos do Ibama em São Paulo , onde tivemos como principal produto a Carta de São Paulo com reivindicações à presidência para melhorar a administração , pois é consenso entre os Gerentes de que já passamos da metade do mandato e pouca coisa se fez. Seja por dificuldades financeiras, seja pela grande resistência corporativista do servidores e essa verdadeira aversão por quem vem de fora para melhorar a instituição.
Uma das principais táticas para travar a administração do IBAMA em todo o Brasil ( para que o Governo Lula não dê certo) é uma onda de denúncias com interpretações subjetivas e distorcidas de aspectos legais, onde vários gerentes já estão respondendo inquéritos e conseqüentemente se desviando dos seus objetivos de trabalho.
Basicamente enfrentamos dois grandes problemas institucionais no IBAMA: a falta de uma política de recursos humanos com a valorização de competências através de avaliação de desempenho e a crônica falta de recursos financeiros para a área ambiental – o que favorece esse tipo de movimento.
Denúncias da gestão : Em primeiro lugar solicito que qualquer suspeita com relação a minha gestão seja recomendado que se faça uma manifestação ao Ministério Público Federal para apuração dos fatos. Informamos ainda que também já tomamos as devidas providências para esclarecimentos e investigação dessas ocorrências, tanto interna como externamente ao IBAMA.
Ação na Justiça : Esta semana também tivemos que responder a uma notificação judicial por uma entrevista com texto distorcido e sensacionalista do Jornal Folha Dirigida, embora tenhamos prestado uma nova entrevista retificadora com muito mais destaque. Nesse intuito político e intimidador o suporte advocatício da ASIBAMA é no mínimo imoral , pois trata-se de um servidor aposentado que obtém informações na instituição, sem nenhuma manifestação formal, para elaborar ações trabalhistas ou promover a defesa de infratores ambientais . Parece que o nosso trabalho está impedindo o bom funcionamento desse foro jurídico privilegiado no âmbito da instituição pública.
Presidência do Ibama : Ainda essa semana esteve em nossas instalações o Diretor de Gestão Estratégica, Luiz Fernando Merico (PT-SC), também Presidente Substituto do IBAMA, o qual constatou a realidade local e solicitou-nos perseverança para enfrentar todos esses problemas, pois uma fragilidade no momento representaria uma grande derrota para o trabalho que integrantes do Partido dos Trabalhadores estão tentando fazer no IBAMA .
Proposta :Solicitamos aos dirigentes do PT que conversem com servidores realmente comprometidos com a instituição , pois temos percebido que estão numa situação constrangedora face a intimidação causada por esses grupos de interesses escusos. Uma vez que são constantemente ameaçados com futuras represálias por quererem trabalhar corretamente e ainda são chamados de traidores.
Conclusão : Diante desse ambiente de apreensão o Partido dos Trabalhadores está sendo convocado a fazer uma opção entre a manutenção da autoridade administrativa e a possibilidade de ser refém de grupos com interesses contrários a boa administração pública.
Voltando ao texto inicial do pronunciamento do Presidente Lula, verifica-se que toda essa a reação surgiu quando começamos a fazer o possível. Ainda estamos dispostos a tentar o impossível para que esse Governo tenha êxito na área ambiental, mas com base nos interesses públicos e coletivos.
Atenciosamente
SOLON MAURO SALES FAGUNDES
Gerente Executivo do IBAMA / RN
Natal, 18 de março de 2005
DOCUMENTO PARA REFLETIR
“Mudança. Com essa palavra iniciei meu discurso de posse na Presidência da República. (...) Passados quase dois anos é chegado o momento de fazer um balanço. Mas é chegada, sobretudo, a ocasião de apontar os rumos para essa segunda metade do meu governo.
(...) Herdamos uma máquina administrativa ineficiente, desprovida em boa parte, do sentido republicano, sem vocação para realizar políticas em proveito da maioria. (...) Disse que iríamos, primeiro, fazer o necessário; faríamos depois o possível para enfrentar, mais tarde, o impossível”
Luiz Inácio Lula da Silva, 10 de dezembro de 2004.
Dos fatos : Diante de novas ações junto à parlamentares do Partido dos Trabalhadores, por supostos representantes dos servidores do IBAMA / RN, para novamente ponderar fatos já devidamente explicados, dando conotação de ameaças, solicitamos que leiam novamente a nossa Nota de Esclarecimento em toda a sua extensão , em anexo.
Recentemente estiveram no gabinete do Deputado Paulo Davim três pessoas como representantes dos servidores, embora não façam parte da diretoria da ASIBAMA / RN . Entendemos que esses servidores precisariam de uma melhor qualificação para tal, pois representam os problemas da instituição (envolvimentos numa dinâmica questionada pelos demais colegas, relações inter-pessoais ruins, assiduidade e pontualidade deficientes ) e o nosso propósito de um novo modelo de gestão para a instituição os incomoda bastante.
Falta de diálogo: A reclamação de que houve falta de diálogo não procede, apenas nos esquivamos de propostas corporativas contrárias aos princípios das diretrizes superiores e até mesmo de outras que fatalmente gerariam improbidades administrativas. Durante seis meses conversamos com muitos técnicos, convidamos para assumir conjuntamente os desafios do novo Governo, porém o que percebemos em alguns foi uma falta de motivação para atitudes empreendedoras e resultados concretos. Promovemos até um Encontro de Gestão em dezembro com ênfase na questão comportamental com fracos resultados para o desenvolvimento do espírito de equipe.
Situação Nacional do Ibama : Na semana passada participamos da reunião de Gerentes Executivos do Ibama em São Paulo , onde tivemos como principal produto a Carta de São Paulo com reivindicações à presidência para melhorar a administração , pois é consenso entre os Gerentes de que já passamos da metade do mandato e pouca coisa se fez. Seja por dificuldades financeiras, seja pela grande resistência corporativista do servidores e essa verdadeira aversão por quem vem de fora para melhorar a instituição.
Uma das principais táticas para travar a administração do IBAMA em todo o Brasil ( para que o Governo Lula não dê certo) é uma onda de denúncias com interpretações subjetivas e distorcidas de aspectos legais, onde vários gerentes já estão respondendo inquéritos e conseqüentemente se desviando dos seus objetivos de trabalho.
Basicamente enfrentamos dois grandes problemas institucionais no IBAMA: a falta de uma política de recursos humanos com a valorização de competências através de avaliação de desempenho e a crônica falta de recursos financeiros para a área ambiental – o que favorece esse tipo de movimento.
Denúncias da gestão : Em primeiro lugar solicito que qualquer suspeita com relação a minha gestão seja recomendado que se faça uma manifestação ao Ministério Público Federal para apuração dos fatos. Informamos ainda que também já tomamos as devidas providências para esclarecimentos e investigação dessas ocorrências, tanto interna como externamente ao IBAMA.
Ação na Justiça : Esta semana também tivemos que responder a uma notificação judicial por uma entrevista com texto distorcido e sensacionalista do Jornal Folha Dirigida, embora tenhamos prestado uma nova entrevista retificadora com muito mais destaque. Nesse intuito político e intimidador o suporte advocatício da ASIBAMA é no mínimo imoral , pois trata-se de um servidor aposentado que obtém informações na instituição, sem nenhuma manifestação formal, para elaborar ações trabalhistas ou promover a defesa de infratores ambientais . Parece que o nosso trabalho está impedindo o bom funcionamento desse foro jurídico privilegiado no âmbito da instituição pública.
Presidência do Ibama : Ainda essa semana esteve em nossas instalações o Diretor de Gestão Estratégica, Luiz Fernando Merico (PT-SC), também Presidente Substituto do IBAMA, o qual constatou a realidade local e solicitou-nos perseverança para enfrentar todos esses problemas, pois uma fragilidade no momento representaria uma grande derrota para o trabalho que integrantes do Partido dos Trabalhadores estão tentando fazer no IBAMA .
Proposta :Solicitamos aos dirigentes do PT que conversem com servidores realmente comprometidos com a instituição , pois temos percebido que estão numa situação constrangedora face a intimidação causada por esses grupos de interesses escusos. Uma vez que são constantemente ameaçados com futuras represálias por quererem trabalhar corretamente e ainda são chamados de traidores.
Conclusão : Diante desse ambiente de apreensão o Partido dos Trabalhadores está sendo convocado a fazer uma opção entre a manutenção da autoridade administrativa e a possibilidade de ser refém de grupos com interesses contrários a boa administração pública.
Voltando ao texto inicial do pronunciamento do Presidente Lula, verifica-se que toda essa a reação surgiu quando começamos a fazer o possível. Ainda estamos dispostos a tentar o impossível para que esse Governo tenha êxito na área ambiental, mas com base nos interesses públicos e coletivos.
Atenciosamente
SOLON MAURO SALES FAGUNDES
Gerente Executivo do IBAMA / RN
Natal, 18 de março de 2005
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Imagem da coerência ou da traição?
Foto InternetEscutava sempre de um sertanejo de fala mansa, sempre cofiando o bigode, no alto de seus oitenta anos, que política é como o vento: sempre muda de direção. Vendo esta foto comecei abrir o arquivo da memória, lembrando-me do meu primo Cid Arruda. Lembrei-me das suas lutas, do apego ao deputado Robinson Faria. Das grandes batalhas, das trocas de elogios, elogios mútuos, amigo irmão, meu líder, deputado amigo do agreste, prefeito trabalhador... Como uma mudança repentina acontece sem um passado de amizade e lealdade pesar na consciência dos dois? Ou não era amizade e lealdade, era outra coisa, não cabendo a eu fazer juízo de valor. Agora, cabe perguntar a Cid se todo o esforça dele, uma vida dedicada a Robinson Faria, uma luta ferrenha e duradoura combatendo o inimigo comum, o mesmo adversário, terminar Robinson se aliando a quem no passado o combatia com veemência e ódio? Seria um Calabar dos tempos modernos?
Cid, onde estão teus clamores, teus apelos nas rádios, nos comícios em praça pública, a todo pulmão, gritando, brigando, varando noites e madrugadas, defendo o nome Robinson Faria? De que valeu, você, muitas e muitas vezes preterir o nome de seu próprio irmão para votar nos candidatos de Robinson Faria? Uma coisa eu sei, você não é de trair, até porque fluem no teu sangue os genes da lealdade e da gratidão. Agora, saber que o azimute da história política de Nova Cruz foi mudado por interesses mesquinhos em proveito próprio, dói na consciência de um povo. Um povo humilde que vive num município carente, com dificuldade de emprego, escolas, e agora manipulado pelos conchavos inescrupulosos que afronta o sentimento de um povo que aprendeu amar Robinson Faria.
Saudade (Tadeu Arruda Câmara)

Saudade
Na língua portuguesa não existe nenhuma palavra mais sonora, doce e ao mesmo tempo amarga do que a palavra saudade.
Muitas são as definições: é um sentimento de falta; é levar dentro do coração a presença de um ente querido; é sentir emoção de um amor perdido; é aquele passado sempre lembrado. São muitas definições que povoam nossas cabeças (frases feitas). Mas para mim, nenhuma traduz com tanta exatidão como a resposta de uma criança de três anos de idade.
Dia desses, dou de cara com uma velha amiga dos tempos de colégio. Papo vai, papo vem, começam os assuntos. Perguntei, dando início a conversa, pela família. Ela respondeu que estava tudo bem. Falou-me de um neto que era uma gracinha, sapeca e divertido. Disse-me que numa tarde, chegando em casa, deparou-se com o bruguelo gritando: “Ainda bem que você chegou, vovó, eu estava morrendo de saudade”. Ora, ela disse que imediatamente perguntou se ele sabia o que era saudade. Ele respondeu que sim e foi dizendo: “Saudade é procurar você e não encontrar”.
Pois bem, faço minhas as palavras daquele menino, que na inocência dos seus três anos de idade, nos deixa uma lição de vida. Digo que saudade é procurar meu pai, Armando Arruda, ensinando-me os caminhos do bem, da ética. Saudade é procurar mamãe Mariana fazendo uma macarronada, meu prato preferido, e não encontrar mais. Saudade é procurar meus amigos de infância, lá em Nova Cruz , nas peladas onde a bola era feita de meia e molambo, e não encontrar mais. Saudade é correr para o rio curimataú e não ver mais enchente. Saudade é ir à rua grande de Nova Cruz e não ver mais a grande feira. Saudades dos dias que aniversariava e minha madrinha Joanita Arruda, na sua meiguice, perguntando qual o presente que desejava. Lembro-me do anel com que ela me presenteou quando tinha mais ou menos oito anos, perdendo logo em seguida no percurso da escola. Ainda hoje sinto o sabor salgado das lágrimas que derramei.
Da minha infância sinto saudades até da palmatória chamada Carolina. Errou ia pro cacête, não tinha perdão. Vivia pendurada em local visível na sala de jantar, exigindo respeito.
Não podia deixar de falar no circo. Ele chegava todo ano e com ele vinha o alegre palhaço caminhando pelas ruas cantando:
O raio, o Sol suspende a Lua “Olha o palhaço no meio da rua” E dizia
mais, hoje teve espetáculo? “Teve sim senhor!” Hoje teve marmelada?“Teve sim senhor!”
Hoje teve farofada?“Teve sim senhor!” E o palhaço o que é?
“É ladrão de mulher!” E arrocha minha gente!
Tudo isso não sai de minhas lembranças. Numa dessas passagens do circo, recordo do cachorro chorão, totalmente desprovido de pelos. Foi doado à Tia Joanita pelo proprietário do circo. O circo partiu e
Chorão ficou fazendo sucesso na arte de agradar. Chamava atenção pela sua aparência. Era um barato prá toda meninada.
E o trem? Toda meninada corria para ver a Maria Fumaça passando englindo brasa e soltando fumaça. E nós na maior alegria, escutávamos o barulho que parecia dizer: café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não...
Tadeu Arruda Câmara
terça-feira, 19 de julho de 2011
Pedido de graça. (Tadeu Arruda Câmara)

Oh! Meu querido e amado São Judas Tadeu, santo de minha devoção, faça com que meus falsos amigos me invejem menos. Diga pra eles que se for por causa de dinheiro, que não sou milionário, apenas tenho o necessário para viver. Se for por causa do assédio das mulheres, que a maré está numa fase muito difícil para mim. Agora, se for por causa do meu caráter, minha ética e honestidade, diga pra eles que podem morrer, pois possuo como herança de meus pais e vou morrer com eles e já passei também para meus filhos. Obrigado meu santo milagroso por mais essa graça.
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