sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Entrevista de José Nêumanne Pinto.

Não deixe de assistirtir. é importante para o Brasil.

Sinal de incapacidade.










Fico indignado em ouvir a presidenta Dilma dizer que está preocupada é com a miséria, quando abordada sobre a corrupção que campeia sua administração. Ora, a miséria vem exatamente pelos desvios das verbas, pelo montante roubado dos cofres públicos, enriquecendo essa patota de mensaleiros. Quantos hospitais e escolas deixam de ser construídos para enriquecer milhares de lobistas e construtores corruptos que infestam a nação brasileira? É duro ter que engolir da nossa representante maior uma imbecilidade dessas. É subestimar a inteligência do povo brasileiro. Infelizmente em menos de um ano de governo a presidenta do Brasil trocou quatro ministros, todos por corrupção. E o pior, colocou seus substitutos na mesma linha administrativa: todos por fisiologismo. Veja o último ministro, o da agricultura. Ele era do PMDB e seu sucessor, advinha de onde veio?
Eles não largam o osso. Como a maior punição para corrupto no Brasil é a demissão do cargo, o crime compensa. Estão se dando muito bem. Riem da nossa cara.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Para meditar.

Tadeu Arruda Câmara
Veja o que a Bíblia diz sobre a inveja:
Nenhum cristão é um filho de Deus, se não está liberto da inveja. A inveja não é de Deus. O cristão que inveja a outra pessoa está imunda e nojenta diante de Deus.
Marcos 7:21-23.

Cotidiano.

Sempre agradeço a Deus por ter me dado inúmeros amigos. Entendendo, também, que quem possui muitos amigos, sempre encontra alguns inimigos. É que os inimigos dos nossos amigos, muitas das vezes, passam a não gostar da gente também. Eu, particularmente tive sorte com meus inimigos, são todos maus caráter e inescrupulosos. Sendo assim eles não têm credibilidade e ninguém acredita no que eles falam ao meu respeito.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Reflexão.


Tadeu Arruda Câmara
Meu netinho, três aninhos, olhando o passarinho na gaiola.
Fiquei pensando no que os dois imaginavam naquele momento. Ele, meu netinho, tenho certeza pelos genes em sua corrente sanguínea: qual o infeliz que te aprisionou? Que fizestes para ficar nesse monstruoso castigo? O passarinho no cárcere da maldade humana pensava só numa coisa: fugir, fugir...
Assim como aquele passarinho, somos todos nós.... Um dia explicarei para ele que existem muitas gaiolas. Vou orientá-lo para que fuja do alçapão das falsas amizades. Dizer pra ele que como aquela gaiola aprisionando aquele pequeno ser, existem outros tipos de gaiola. A pior delas é a da opressão. Opressão por amar ou odiar demais. Opressão pelo ter, esquecendo que o importante é o ser. Dizer que o amor é quem rege todas as coisas boas da vida.

Retrato do Brasil:

Deu na Folha de São Paulo.

A investigação da PF começou em abril deste ano. No total, a Justiça expediu 38 mandados de prisão --19 temporárias e 19 preventivas--, mas 35 foram detidos até a noite de hoje. Em Brasília, dez pessoas foram presas preventivamente, enquanto sete estão detidos temporariamente e deverão ser soltos após prestarem depoimentos.
De acordo com a investigação --que deve ser finalizada entre duas semanas e um mês-- o convênio suspeito totaliza R$ 4,45 milhões do ministério, em convênio com o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável), no Amapá.
"O dinheiro era repassado pelo ministério ao Ibrasi, que usava empresas do grupo ou fictícias. A partir desse repasses, os treinamentos não eram executados", disse o delegado.
Os policiais suspeitam que pelo menos dois terços deste valor foi desviado.
O Ministério do Turismo fez o convênio com dinheiro originado de emenda parlamentar. Segundo o delegado, contudo, não há indícios, "até o momento", de participação de deputados no esquema.
Na casa do diretor do Ibrasi, em São Paulo, foram apreendidos R$ 610 mil --um dos objetivos da operação era justamente buscar dinheiro vivo. A PF, contudo, disse que não informará nomes dos envolvidos nem especificar a conduta de cada um.
De acordo com o delegado Paulo de Tarso Teixeira, as oitivas que serão realizadas servirá para esclarecer a participação dos envolvidos no esquema.

PLANALTO

Questionado se a presidência da República sabia com antecedência da investigação, o diretor-executivo da PF afirmou que as informações só foram repassadas após a deflagração da operação.
De acordo com Paulo de Tarso, a PF é "apartidária" e tem autonomia para investigar.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Conheça melhor nosso país:

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Carnaval e política: tudo a ver. (Tadeu Arruda Câmara)



Não sei por que, quando chega o carnaval, sempre me lembro das campanhas políticas, e quando chegam as campanhas políticas, lembro-me do carnaval. Agora mesmo se aproxima o carnaval e a sensação que me dá é de que vem uma nova eleição. A coisa não é muito difícil de explicar. É que política no Brasil se parece muito com carnaval. Ambos possuem aquele toque anárquico do tudo-pode. No carnaval, temos os foliões, muitos afoitos e destemidos que torcem pelas suas escolas de samba, mantendo a euforia até a quarta-feira de cinzas, dia de escolha da melhor escola. Na campanha política, temos os eleitores, muitos, também, afoitos e destemidos que torcem pelos seus partidos até chegar o dia da eleição. No carnaval, temos os pierrôs, as colombinas e os arlequins. Na política temos os cabos eleitorais, os eleitores e os chefes políticos. No carnaval, o arlequim, personagem da Commedia dell’Arte (Itália), que trai o pierrô, roubando-lhe sua colombina. Na política, temos os eleitos enganando o povo.
Não podemos deixar de citar que no carnaval, assim como na política, a força geratriz é o dinheiro. Dinheiro quase sempre sujo, caixa dois. No carnaval vem do jogo do bicho, uma maneira de suavizar a pesada imagem do bicheiro no mundo da contravenção. Na política, vem das construtoras, uma via de duas mãos: uma leva a doação a outra faz o retorno com o sofrimento do povo brasileiro. Essa história de liderança política sem dinheiro, principalmente no Rio Grande do Norte, é conversa pra boi dormir. Eu vi Aluízio Alves, maior expressão política do Estado, não conseguir eleger um neto vereador em Natal. Mais tarde, entrevistado por um canal de televisão, respondeu a um jornalista que não elegeu o neto porque não teve prestígio. Foi aí que comecei a entender a grandeza de um homem chamado Aluízio Alves.
A capital do carnaval é a cidade do Rio de Janeiro, com sua Avenida Marquês de Sapucaí, cujo Sambódromo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A capital política do Brasil é Brasília, também projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Note que os políticos de Brasília sempre aparecem na Sapucaí, buscando popularidade, e os da Sapucaí em Brasília, buscando sobrevivência.
A semelhança entre política e carnaval é tão grande que o Estado de São Paulo, nosso maior polo industrial, elegeu o palhaço Tiririca como deputado federal mais votado da história do Brasil. É protesto ou voto consciente? Pode até ser carnaval fora de época.
Não podemos deixar de falar da figura do palhaço. Este, sim, o grande elenco formador de nossa sociedade. Lembro um dia, hospedado num hotel de terceira categoria em São Paulo, em busca de trabalho, tempos difíceis, acordo, alta madrugada, e na cabeceira de mesa encontro um livro, já amarelado pelo tempo, e leio uma frase de Charles Chaplin: “Eu continuo sendo apenas um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político”. No silêncio daquela noite, pude refletir o quanto somos palhaços. Fomos palhaços quando uma ministra totalmente desequilibrada e um presidente tido como louco e corrupto confiscaram todo o nosso dinheiro, deixando toda a população abobalhada. Vai fazer isso em outra nação, vai? Fomos palhaços quando um governo incompetente cuja música de campanha dizia que soprava um vento forte no Rio Grande do Norte e que esse vento mudaria nossa sorte. Esse vento só trouxe perseguição à classe de professores e quebrou nosso maior patrimônio, o Bandern – Banco do Estado do RN. Fomos palhaços quando um grupo de grandes devedores, apelidados de empresários, não querendo pagar altas somas ao BDRN – Banco do Desenvolvimento do RN – resolveu simplesmente fechá-lo, deixando as dívidas pelos labirintos insondáveis da corrupção. Enquanto isso, aquela senhora que furtou uma lata de sardinha no supermercado, para matar a fome de uma criança faminta, passou seis meses na penitenciária.
As máscaras são comuns tanto nos foliões como nos políticos. Nos foliões são confeccionadas a caráter, conforme a imaginação, a fantasia. Nos políticos, nascem com eles, fazendo parte de sua personalidade. Observe um encontro com um político antes de uma eleição, sorriso fácil, sempre com perguntas, “por onde anda você? Precisamos conversar, você some!” Passada a eleição, cara fechada, ar de preocupação, um leve aceno. Pensamos até ser uma outra pessoa.
Por todas essas coisas concordo com Moacir Franco, nossa vida é um carnaval, também sopraram cinzas no meu coração e os clarins silenciaram quando caiu a máscara de minha ilusão. Talvez em outro dia os clarins voltem a tocar e uma nova máscara usarei para esconder uma nova dor.

Moralização pública em vão. (Reminiscência)

Prezados Parlamentares e demais dirigentes do Partido dos Trabalhadores no Estado do Rio Grande do Norte:
DOCUMENTO PARA REFLETIR
“Mudança. Com essa palavra iniciei meu discurso de posse na Presidência da República. (...) Passados quase dois anos é chegado o momento de fazer um balanço. Mas é chegada, sobretudo, a ocasião de apontar os rumos para essa segunda metade do meu governo.
(...) Herdamos uma máquina administrativa ineficiente, desprovida em boa parte, do sentido republicano, sem vocação para realizar políticas em proveito da maioria. (...) Disse que iríamos, primeiro, fazer o necessário; faríamos depois o possível para enfrentar, mais tarde, o impossível”
Luiz Inácio Lula da Silva, 10 de dezembro de 2004.
Dos fatos : Diante de novas ações junto à parlamentares do Partido dos Trabalhadores, por supostos representantes dos servidores do IBAMA / RN, para novamente ponderar fatos já devidamente explicados, dando conotação de ameaças, solicitamos que leiam novamente a nossa Nota de Esclarecimento em toda a sua extensão , em anexo.
Recentemente estiveram no gabinete do Deputado Paulo Davim três pessoas como representantes dos servidores, embora não façam parte da diretoria da ASIBAMA / RN . Entendemos que esses servidores precisariam de uma melhor qualificação para tal, pois representam os problemas da instituição (envolvimentos numa dinâmica questionada pelos demais colegas, relações inter-pessoais ruins, assiduidade e pontualidade deficientes ) e o nosso propósito de um novo modelo de gestão para a instituição os incomoda bastante.
Falta de diálogo: A reclamação de que houve falta de diálogo não procede, apenas nos esquivamos de propostas corporativas contrárias aos princípios das diretrizes superiores e até mesmo de outras que fatalmente gerariam improbidades administrativas. Durante seis meses conversamos com muitos técnicos, convidamos para assumir conjuntamente os desafios do novo Governo, porém o que percebemos em alguns foi uma falta de motivação para atitudes empreendedoras e resultados concretos. Promovemos até um Encontro de Gestão em dezembro com ênfase na questão comportamental com fracos resultados para o desenvolvimento do espírito de equipe.
Situação Nacional do Ibama : Na semana passada participamos da reunião de Gerentes Executivos do Ibama em São Paulo , onde tivemos como principal produto a Carta de São Paulo com reivindicações à presidência para melhorar a administração , pois é consenso entre os Gerentes de que já passamos da metade do mandato e pouca coisa se fez. Seja por dificuldades financeiras, seja pela grande resistência corporativista do servidores e essa verdadeira aversão por quem vem de fora para melhorar a instituição.
Uma das principais táticas para travar a administração do IBAMA em todo o Brasil ( para que o Governo Lula não dê certo) é uma onda de denúncias com interpretações subjetivas e distorcidas de aspectos legais, onde vários gerentes já estão respondendo inquéritos e conseqüentemente se desviando dos seus objetivos de trabalho.
Basicamente enfrentamos dois grandes problemas institucionais no IBAMA: a falta de uma política de recursos humanos com a valorização de competências através de avaliação de desempenho e a crônica falta de recursos financeiros para a área ambiental – o que favorece esse tipo de movimento.
Denúncias da gestão : Em primeiro lugar solicito que qualquer suspeita com relação a minha gestão seja recomendado que se faça uma manifestação ao Ministério Público Federal para apuração dos fatos. Informamos ainda que também já tomamos as devidas providências para esclarecimentos e investigação dessas ocorrências, tanto interna como externamente ao IBAMA.
Ação na Justiça : Esta semana também tivemos que responder a uma notificação judicial por uma entrevista com texto distorcido e sensacionalista do Jornal Folha Dirigida, embora tenhamos prestado uma nova entrevista retificadora com muito mais destaque. Nesse intuito político e intimidador o suporte advocatício da ASIBAMA é no mínimo imoral , pois trata-se de um servidor aposentado que obtém informações na instituição, sem nenhuma manifestação formal, para elaborar ações trabalhistas ou promover a defesa de infratores ambientais . Parece que o nosso trabalho está impedindo o bom funcionamento desse foro jurídico privilegiado no âmbito da instituição pública.
Presidência do Ibama : Ainda essa semana esteve em nossas instalações o Diretor de Gestão Estratégica, Luiz Fernando Merico (PT-SC), também Presidente Substituto do IBAMA, o qual constatou a realidade local e solicitou-nos perseverança para enfrentar todos esses problemas, pois uma fragilidade no momento representaria uma grande derrota para o trabalho que integrantes do Partido dos Trabalhadores estão tentando fazer no IBAMA .
Proposta :Solicitamos aos dirigentes do PT que conversem com servidores realmente comprometidos com a instituição , pois temos percebido que estão numa situação constrangedora face a intimidação causada por esses grupos de interesses escusos. Uma vez que são constantemente ameaçados com futuras represálias por quererem trabalhar corretamente e ainda são chamados de traidores.
Conclusão : Diante desse ambiente de apreensão o Partido dos Trabalhadores está sendo convocado a fazer uma opção entre a manutenção da autoridade administrativa e a possibilidade de ser refém de grupos com interesses contrários a boa administração pública.
Voltando ao texto inicial do pronunciamento do Presidente Lula, verifica-se que toda essa a reação surgiu quando começamos a fazer o possível. Ainda estamos dispostos a tentar o impossível para que esse Governo tenha êxito na área ambiental, mas com base nos interesses públicos e coletivos.

Atenciosamente

SOLON MAURO SALES FAGUNDES

Gerente Executivo do IBAMA / RN

Natal, 18 de março de 2005

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Imagem da coerência ou da traição?

Foto Internet
Escutava sempre de um sertanejo de fala mansa, sempre cofiando o bigode, no alto de seus oitenta anos, que política é como o vento: sempre muda de direção. Vendo esta foto comecei abrir o arquivo da memória, lembrando-me do meu primo Cid Arruda. Lembrei-me das suas lutas, do apego ao deputado Robinson Faria. Das grandes batalhas, das trocas de elogios, elogios mútuos, amigo irmão, meu líder, deputado amigo do agreste, prefeito trabalhador... Como uma mudança repentina acontece sem um passado de amizade e lealdade pesar na consciência dos dois? Ou não era amizade e lealdade, era outra coisa, não cabendo a eu fazer juízo de valor. Agora, cabe perguntar a Cid se todo o esforça dele, uma vida dedicada a Robinson Faria, uma luta ferrenha e duradoura combatendo o inimigo comum, o mesmo adversário, terminar Robinson se aliando a quem no passado o combatia com veemência e ódio? Seria um Calabar dos tempos modernos?
Cid, onde estão teus clamores, teus apelos nas rádios, nos comícios em praça pública, a todo pulmão, gritando, brigando, varando noites e madrugadas, defendo o nome Robinson Faria? De que valeu, você, muitas e muitas vezes preterir o nome de seu próprio irmão para votar nos candidatos de Robinson Faria? Uma coisa eu sei, você não é de trair, até porque fluem no teu sangue os genes da lealdade e da gratidão. Agora, saber que o azimute da história política de Nova Cruz foi mudado por interesses mesquinhos em proveito próprio, dói na consciência de um povo. Um povo humilde que vive num município carente, com dificuldade de emprego, escolas, e agora manipulado pelos conchavos inescrupulosos que afronta o sentimento de um povo que aprendeu amar Robinson Faria.

Saudade (Tadeu Arruda Câmara)


Saudade

Na língua portuguesa não existe nenhuma palavra mais sonora, doce e ao mesmo tempo amarga do que a palavra saudade.
Muitas são as definições: é um sentimento de falta; é levar dentro do coração a presença de um ente querido; é sentir emoção de um amor perdido; é aquele passado sempre lembrado. São muitas definições que povoam nossas cabeças (frases feitas). Mas para mim, nenhuma traduz com tanta exatidão como a resposta de uma criança de três anos de idade.
Dia desses, dou de cara com uma velha amiga dos tempos de colégio. Papo vai, papo vem, começam os assuntos. Perguntei, dando início a conversa, pela família. Ela respondeu que estava tudo bem. Falou-me de um neto que era uma gracinha, sapeca e divertido. Disse-me que numa tarde, chegando em casa, deparou-se com o bruguelo gritando: “Ainda bem que você chegou, vovó, eu estava morrendo de saudade”. Ora, ela disse que imediatamente perguntou se ele sabia o que era saudade. Ele respondeu que sim e foi dizendo: “Saudade é procurar você e não encontrar”.
Pois bem, faço minhas as palavras daquele menino, que na inocência dos seus três anos de idade, nos deixa uma lição de vida. Digo que saudade é procurar meu pai, Armando Arruda, ensinando-me os caminhos do bem, da ética. Saudade é procurar mamãe Mariana fazendo uma macarronada, meu prato preferido, e não encontrar mais. Saudade é procurar meus amigos de infância, lá em Nova Cruz , nas peladas onde a bola era feita de meia e molambo, e não encontrar mais. Saudade é correr para o rio curimataú e não ver mais enchente. Saudade é ir à rua grande de Nova Cruz e não ver mais a grande feira. Saudades dos dias que aniversariava e minha madrinha Joanita Arruda, na sua meiguice, perguntando qual o presente que desejava. Lembro-me do anel com que ela me presenteou quando tinha mais ou menos oito anos, perdendo logo em seguida no percurso da escola. Ainda hoje sinto o sabor salgado das lágrimas que derramei.
Da minha infância sinto saudades até da palmatória chamada Carolina. Errou ia pro cacête, não tinha perdão. Vivia pendurada em local visível na sala de jantar, exigindo respeito.
Não podia deixar de falar no circo. Ele chegava todo ano e com ele vinha o alegre palhaço caminhando pelas ruas cantando:
O raio, o Sol suspende a Lua “Olha o palhaço no meio da rua” E dizia
mais, hoje teve espetáculo? “Teve sim senhor!” Hoje teve marmelada?“Teve sim senhor!”
Hoje teve farofada?“Teve sim senhor!” E o palhaço o que é?
“É ladrão de mulher!” E arrocha minha gente!
Tudo isso não sai de minhas lembranças. Numa dessas passagens do circo, recordo do cachorro chorão, totalmente desprovido de pelos. Foi doado à Tia Joanita pelo proprietário do circo. O circo partiu e
Chorão ficou fazendo sucesso na arte de agradar. Chamava atenção pela sua aparência. Era um barato prá toda meninada.
E o trem? Toda meninada corria para ver a Maria Fumaça passando englindo brasa e soltando fumaça. E nós na maior alegria, escutávamos o barulho que parecia dizer: café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não; café com pão, bolacha não...
Tadeu Arruda Câmara

terça-feira, 19 de julho de 2011

Pedido de graça. (Tadeu Arruda Câmara)




Oh! Meu querido e amado São Judas Tadeu, santo de minha devoção, faça com que meus falsos amigos me invejem menos. Diga pra eles que se for por causa de dinheiro, que não sou milionário, apenas tenho o necessário para viver. Se for por causa do assédio das mulheres, que a maré está numa fase muito difícil para mim. Agora, se for por causa do meu caráter, minha ética e honestidade, diga pra eles que podem morrer, pois possuo como herança de meus pais e vou morrer com eles e já passei também para meus filhos. Obrigado meu santo milagroso por mais essa graça.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Nossa vida é um carnaval (artigo).




Não sei por que quando chega o carnaval, sempre me lembro das campanhas políticas e quando chegam as campanhas políticas, lembro-me do carnaval. Agora mesmo se aproxima o carnaval e a sensação que me dá é de que vem uma nova eleição. A coisa não é muito difícil de explicar. É que política no Brasil se parece muito com carnaval. Ambos possuem aquele toque anárquico de que tudo pode. No carnaval, temos os foliões, muitos afoitos e destemidos que torcem pelas suas escolas de samba, mantendo a euforia até a quarta-feira de cinzas, dia se escolher a melhor escola. Na campanha política, temos os eleitores, muitos, também, afoitos e destemidos que torcem pelos seus partidos até chegar o dia da eleição. No carnaval, temos os pierrôs, as colombinas e os arlequins. Na política temos os cabos eleitorais, eleitores e chefes políticos. No carnaval, o arlequim, personagem da Commedia dell’Arte (Itália), que trai o Pierrô, roubando-lhe sua colombina. Na política, temos os eleitos enganando o povo.
Não podemos deixar de citar que no carnaval, assim como na política, a força geratriz é o dinheiro. Dinheiro quase sempre sujo, caixa dois. No carnaval, vem do jogo do bicho, uma maneira de suavizar a pesada imagem do Bicheiro no mundo da contravenção. Na política, vem das construtoras, uma via de duas mãos: uma leva a doação a outra faz o retorno com o sofrimento do povo brasileiro. Esta história de liderança política sem dinheiro, principalmente no Rio Grande do Norte, é conversa pra boi dormir. Eu vi Aluisio Alves, maior expressão política do Estado, não conseguir eleger um neto vereador em Natal. Mais tarde entrevistado por um canal de televisão, respondeu a um jornalista que não elegeu o neto porque não teve prestígio. Foi aí que comecei a entender a grandeza de um homem chamado Aluisio Alves.
A capital do carnaval é a cidade do Rio de Janeiro, Avenida Marquês de Sapucaí, cujo Sambódromo foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer. A capital política do Brasil é Brasília, também projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Note que os políticos de Brasília sempre aparecem na Sapucaí, buscando popularidade, e os da Sapucaí em Brasília buscando sobrevivência.
A semelhança entre política e carnaval é tão grande que o Estado de São Paulo, nosso maior pólo industrial, elegeu o palhaço Tiririca como deputado federal mais votado da história do Brasil. É protesto ou voto consciente? Pode até ser carnaval fora de época.
Não podemos deixar de falar da figura do palhaço. Este sim, o grande elenco formador de nossa sociedade. Lembro um dia, hospedado num hotel de terceira categoria em São Paulo, em busca de trabalho, tempos difíceis, acordo, alta madrugada, e na cabeceira de mesa encontro um livro, já amarelado pelo tempo, e leio uma frase de Charles Chaplin: “eu continuo sendo apenas um palhaço, o que me coloca em nível bem mais alto do que o de qualquer político. No silêncio daquela noite, pude refletir o quanto somos palhaços. Fomos palhaços quando uma ministra totalmente desequilibrada e um presidente tido como louco e corrupto confiscaram todo nosso dinheiro, deixando toda população abobalhada. Vai fazer isto em outra nação. Vai? Fomos palhaços quando um governo incompetente cuja música de campanha dizia que soprava um vento forte no Rio Grande do Norte e que este vento mudaria nossa sorte. Este vento só trouxe perseguição à classe de professores e quebrou nosso maior patrimônio, o Bandern – Banco do Estado do RN. Fomos palhaços quando um grupo de grandes devedores, apelidados de empresários, não querendo pagar altas somas ao BDRN - Banco do Desenvolvimento do RN resolveu simplesmente fechá-lo, deixando as dívidas pelos labirintos insondáveis da corrupção. Enquanto isso, aquela senhora que furtou uma lata de sardinha no supermercado para matar a fome de uma criança faminta, passou seis meses na penitenciária.
As Máscara são comuns tanto nos foliões, como nos políticos. Nos foliões são cofeccionadas a caráter, conforme a imaginção, a fantasia. Nos políticos, nascem com eles, fazendo parte de sua personalidade. Observe um encontro com um político antes de uma eleição, sorriso fácil, sempre com perguntas, por onde anda você? Precisamos conversar, você some. Passada a eleição, cara fechada, ar de preocupação, um leve aceno. Pensamos até ser uma outra pessoa.
Por todas essas coisas concordo com Moacir Franco, nossa vida é um carnaval. Também sopraram cinzas no meu coração e os clarins silenciaram quando caiu a máscara de minha ilusão. Talvez em outro dia e os clarins voltem a tocar e uma nova máscara usarei para esconder uma outra dor.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Aviso aos fofoqueiros.

Ontem, pela manhã, recebi um telefonema, via celular com identificação desconhecida, dizendo-se um jornalista de uma conceituada revista de nível nacional. Perguntava como me sentia sendo ameaçado de morte por determinada pessoa envolvida num órgão chamado INSS-RN. Verdade ou não, procurei os órgãos competente, já prestado queixa na Polícia Federal, fui até ao respectivo Juiz, primeira zona eleitoral, participar do ocorrido e por escrito pedi a cópia de algum documento que porventura meu nome esteja constando.
Quero avisar que trote é coisa de mau caráter. Digo, ainda que, tanto meu telefone, como meu e-mail estão sendo observados pela PF.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Fofoca é mau caratismo.

Atenção fofoqueiros do Senadinho do Midway, se acha que não dá pra satisfazer, favor procurar um jumento! KKKKKKKK

domingo, 10 de julho de 2011

Pão e circo.




Hoje, logo cedo, quando retornava da praia de Muriú, onde fui olhar a construção de uma área de lazer que estou preparando para meus netos, surpreendi-me na Avenida Bernardo Vieira com um adolescente de, aproximadamente, catorze anos dormindo numa calçada defronte a uma loja comercial. Como era Domingo, a loja ncontrava-se fechada, o que dava “direito” àquele adolescente dormir mais pouco, estendido sob os olhares alheios dos transeuntes. Observando aquela criatura, comecei a imaginar se um dia um dos netos vivesse aquela situação. Não preciso dizer, como qualquer pai de família, como a angústia me abateu. Várias indagações: quem seriam os pais daquele menino? Onde moravam? Ele estaria com fome?
Já com o carro desligado e me aproximando dele com aquela vontade enorme de acordá-lo, o que o bom senso não permitiu, não sabia a reação daquele menino mergulhado em sono profundo, podia advir. Sono é sono! Seja onde for, acordar incomoda. Minha indignação aumentou ainda mais quando vi que nada podia fazer. Não era assistente social. Não trabalhava para Órgão do governo destinado a estas situações. Fui até o carro e já com a máquina fotográfica na mão, clic. Pronto, mais uma foto que clama por justiça social neste Brasil infestado por mensaleiros. Apesar de não ser diretamente culpado por aquela injustiça, senti-me um covarde. Senti-me um fraco, um inútil. Inútil por ter votado nesta turma de ex-esquerda, hoje mais que direita, que ao invés de criar programas sociais eficazes, aproveitaram outros como o Bolsa Escola, hoje Bolsa família, como cunho eleitoral, criando uma verdadeira nação de pedintes. Qual foi o novo? Nada, isto já existia. Sinto-me inútil, prezado amigo, por ver tanta roubalheira de nossas autoridades e não gritar “pega- ladrão”.
Não sei se dói na sua consciência. Na minha dói em saber que nossos animais de estimação dormem bem, têm comida e água fresca, enquanto as crianças perambulam pelas ruas com fome e sede, sem a mínima proteção. Você sabia que grande parte dos marginais de hoje foram essas crianças de antigamente? Se não sabe, fique sabendo.
Lembro-me que, na última campanha para presidente, a candidata Dilma Roussef, em sua propaganda política na televisão, mostrava a construção de novos hospitais. Eram construções tão bonitas que mais pareciam um hotel de cinco estrelas. Você viu algum, pelo menos, sendo feito o alicerce? Agora campo de futebol, sim. Milhões e milhões. Sabe por quê? Porque dá voto. O eleitor ignorante, a maioria o que elege, passada a dor, esquece tudo, até em quem votou. Pra que hospital? O negócio é pão e circo.
Tadeu Arruda Câmara.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Novidade sexual. Deu na Folha de São Paulo.

20/06/2011 - 15h26
Camisinha que aumenta ereção ganha recomendação da UE
Uma empresa médica britânica teve sua camisinha que reforça a ereção recomendada para receber aprovação europeia.
Laboratório cria camisinha que promete facilitar a ereção
A Futura Medical disse que sua camisinha CSD500, licenciada para venda pela empresa farmacêutica Reckitt Benckiser, sob a marca Durex, possui em sua ponta um gel que dilata as artérias e aumenta o fluxo de sangue para o pênis, resultando em uma ereção maior e mais firme.
A Futura disse nesta segunda-feira que, depois da recomendação, os produtos geralmente levam cerca de um mês para receber a certificação de marca CE. Com esta certificação, a camisinha poderá ser vendida em 29 territórios da Europa e vários países não europeus.
Em seu site na Internet, a Futura disse que a CSD500 será uma camisinha usada por homens saudáveis para ajudá-los a manter uma ereção mais firme durante relações sexuais em que usam camisinha.
Em um estudo duplo-cego co-patrocinado pela Futura e que comparou a CSD500 com camisinhas do tipo padrão, dos participantes que expressaram uma preferência, uma parcela importante de homens e mulheres relataram melhoras na firmeza da ereção do homem nas relações sexuais em que foi usada a CSD500.
Além disso, entre os participantes que expressaram uma preferência, uma parcela significativa de homens e mulheres achou que a CSD500 aumenta o tamanho do pênis, e uma parcela importante das mulheres relatou uma experiência sexual de duração mais longa.

domingo, 19 de junho de 2011

Medite.

Quando falares, cuida para que tuas palavras sejam melhores que o silêncio. (Provérbio indiano)

Veja essa:

@ArnaIdoJabor
Arnaldo Jabor A Carta da Dilma é um tiro no pé. Os tucanos deram corda e ela ja fez o laço. Quem vai chutar o banquinho?