terça-feira, 18 de setembro de 2007

Vivendo e aprendendo

"Podemos ser conhecedores com o conhecimento dos outros, mas não podemos ser sábios com a sabedoria dos outros".
Michel de Montaigne

Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Atenção: para certos Senadores

É melhor calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um idiota do que falar e acabar com a dúvida. (Abraham Lincoln)
Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Para meditar

A grandeza não consiste em receber honras, mas em merecê-las.
Aristótles


Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Lição de vida

Um velho índio descreveu certa vez em seus conflitos internos:

"Dentro de mim existem dois cachorros, um deles é cruel e mau, o outro é muito bom e dócil. Os dois estão sempre brigando..."
Quando então lhe perguntaram qual dos cachorros ganharia a briga, o sábio índio parou, refletir e respondeu: "Aquele que eu alimentar".


Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Moral da história

Certo dia alguém ao passar por uma estrada de ferro viu uma formiga SAUVA,
sem a bunda, e chorando desesperadamente.
Então esse alguém lhe perguntou:
- Que aconteceu dona formiga?
- Eu estava descansando sentada no trilho, quando veio um trem e cortou a
minha bunda, respondeu a formiga.
Então esse alguém deu-lhe uma sugestão:
- Volta lá e procura a sua bunda, quem sabe ela está lá ainda inteira e você
consiga enxertá-la novamente.
- A formiga então voltou e começou a andar pelo trilho, quando veio um outro
trem, e passou por cima de sua cabeça.
Moral da História: "Não perca a cabeça por causa de uma bunda."

colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Lição de vida

Um belo dia de sol, Sr. Mário, um velho caminhoneiro
chega em casa todo orgulhoso e chama a sua esposa
para ver o lindo caminhão que comprara Era o primeiro que conseguia comprar
depois de tantos anos de sufoco e estrada.
A partir daquele dia, finalmente seria seu próprio patrão.
Ao chegar à porta de casa,
encontra seu filhinho de seis anos,
depois de longos e árduos 20 anos de trabalho.

martelando alegremente a lataria do reluzente caminhão.
Irado e aos berros pergunta o que o filho estava fazendo e,
sem hesitar, completamente fora de si,
martela impiedosamente as mãos do garoto,
que se põe a chorar desesperadamente sem entender o que estava acontecendo.
A mulher do caminhoneiro corre em socorro do filho,
mas pouco pôde fazer.
Chorando junto ao filho,
consegue trazer o marido à realidade,
e juntos levam o garoto ao hospital para cuidar dos ferimentos provocados.
Passadas várias horas de cirurgia,
o médico desconsolado e bastante abatido,
chama os pais e informa que as dilacerações foram de tão grande extensão,
que todos os dedos da criança tiveram que ser amputados.
Porém, o menino era forte e resistia bem ao ato cirúrgico, devendo os pais aguardá-lo no quarto.
Ao acordar, o menino ainda sonolento
esboçou um sorriso e disse ao pai:
-Papai, me desculpe. Eu só queria consertar seu caminhão, como você me ensinou outro dia. Não fique bravo comigo.
O pai, enternecido e profundamente arrependido,
deu um forte abraço no filho e disse que aquilo não tinha mais importância.
Não estava bravo e sim arrependido de ter sido tão duro com ele
e que a lataria do caminhão não tinha estragado.
Então o garoto com os olhos radiantes perguntou:
- Quer dizer que não está mais bravo comigo?
- É claro que não! – respondeu o pai.
Ao que o menino pergunta:
- Se estou perdoado papai, quando meus dedinhos vão nascer de novo?

Nos momentos de raiva cega, machucamos as pessoas que mais amamos,
e muitas vezes não podemos “sarar” a ferida que deixamos.
Nos momentos de raiva, tente parar e pensar em suas atitudes,
a fim de evitar que os danos seja irreversíveis.
Não há nada pior que o arrependimento e a culpa.
Pense nisto!

Autor desconhecido

Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Provérbios brasileiros

"Seja dono da sua boca, para não ser escravo de suas palavras!"

"Quem conta com a panela alheia, arrisca-se a ficar sem ceia."

"Pai fazendeiro, filho doutor, neto pescador."

"Um homem prudente vale mais que dois valentes."

"As porcelanas mais resistentes são as que vão ao forno mais vezes."

"Quando a carroça anda é que as melancias se ajeitam."

"As necessidades unem, as opiniões separam."

"O grande trunfo da vitória é saber esperar por ela."

"A assombração sabe pra quem aparece."


"Pra bom entendedor, piscada de olho é mandado."

"A vingança é doce, mas os frutos são amargos."

"Ladrão endinheirado, não morre enforcado."

Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Folha do Meio Ambiente - Rose Dantas

Sou autora do projeto de tese “Lagoas de Estabilização em Área Estuarina” e tenho sofrido muita perseguição por denunciar à imprensa a mortandade de 40 toneladas de peixes no rio Potengi. Com o apoio da Rebia e do Movimento Voluntário AMA - Amigos do Meio Ambiente, me senti fortalecida e continuei a desenvolver meus estudos e pesquisas sobre as condições de saneamento e doenças de veiculação hídrica, com qualidade da água e do pescado.

É grande o desafio diante do complexo e perverso sistema de coleta e despejo de resíduos no estuário do Rio Potengi, local da morte de peixes e crustáceos. Minha pesquisa, iniciada em 2006, está sendo prejudicada por ferir interesses. Mas vou dar continuidade, pois quero fazer um trabalho que seja exemplo em política pública de saneamento.
Estamos aguardando a análise de laboratório do material que foi coletado logo após o desastre ecológico. São diversas as hipóteses para a causa da mortandade dos peixes. As características do local aonde vem sendo depositados os dejetos coletados em residências, empresas, instituições e até hospitais, são de extremo descuido com o ambiente. Ao lado dos tanques de coletas desses resíduos existem toneladas de lixo que são depositadas e jogadas ribanceira abaixo, caindo diretamente na área do mangue. É um crime ambiental.
O ecossistema é frágil e as condições históricas de má utilização do local como depósito dos resíduos conta com o aval das autoridades ambientais do Rio Grande do Norte, pela concessão de licença para as empresas coletadoras de resíduos. Somente com a mobilização das comunidades ribeirinhas poderá haver uma mudança. Essas comunidades têm no mangue sua fonte de renda e garantia de sobrevivência, pela mariscagem e pescaria. É muito importante implantar várias ações de preservação e valorização do mangue.
Temos que reforçar, nesse sentido, o valor da identidade ribeirinha. O conhecimento da realidade local, das condições sobre o mar, da diversidade biológica, etno-botânico, as condições das mares, são conhecimentos que essas populações detêm de forma tradicional. Estas informações são valiosas para qualquer pesquisa. Científica ou não. As famílias que moram no local do desastre ecológico, situado entre as comunidades de Guarapes, Água Doce, Barro Branco e Macaíba, estão com sérios problemas de saúde. Os depoimentos que tenho conseguido são dramáticos. O morador Zé Pedro, de Guarapes, diz que sua está sempre com problemas, desde diarréia, crise de vômitos, até desmaios. "Nossas galinhas - diz ele - que comeram peixes mortos e também morreram. Não adianta cestas básicas. Queremos é voltar a pescar".
A área tem que ser gerida de forma sustentável. Para isso é necessário que as empresas estabelecidas na área tenham responsabilidade social e ambiental e que as autoridades fiscalizem e cobrem filtros e tratamento dos efluentes. Urge construir uma ETE na área do Estuário do rio Potengi.

rosedantas1@hotmail.com

sábado, 15 de setembro de 2007

Amor ou amizade

Perguntei a um sábio, a diferença que havia entre amor e amizade.
Ele me disse essa verdade:
O Amor é mais sensível, a Amizade mais segura.

O Amor nos dá asas , a Amizade o chão.

No Amor há mais carinho, na Amizade compreensão.

O Amor é plantado e com carinho cultivado, a Amizade vem faceira, e com troca de alegria e tristeza, torna-se uma grande e querida companheira.

Mas quando o Amor é sincero ele vem com grandes amigos, e quando a Amizade é concreta, ela é cheia de amor e carinho.

Quando se tem amigos como vocês...
ambos sentimentos coexistem dentro do seu coração."

Autor Desconhecido

Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

O poder de um boato

Antonio de Andrade

Boato ou fofoca são notícias que uma pessoa conta para outra, contando fatos distorcidos (em sua maioria aumentados, ou inverdades ou ainda, tira conclusões de algumas palavras que ouviu, como mostra bem a figura acima.

O boato ou fofoca é isso: uma hipótese baseada em dados deficientes e falsos: vimos alguém passando, vimos alguém falando e sorrindo para alguém e logo concluímos que fulano está indo se encontrar com... ou que sicrano está "cantando" alguém... Basta pouco, pouco mesmo e lá vai a história inteira, baseada em fatos minúsculos: um passar, um sorrir, um falar. Como se vê, é preciso muita imaginação para fazer fofoca ou passar à frente um boato...

O que não se diz sempre com a desejável clareza é que o boato ou fofoca é a imaginação de quem faz o boato/fofoca. Diz o ditado popular que quem conta um conto, aumenta um ponto... Quando se sabe de um boato ou fofoca grande, pode-se ter a certeza de que foi construída por imaginações férteis à custa de frustrações de muitas pessoas, cada uma delas acrescentando ao relato original seus medos e inseguranças...

Dentro das pessoas existe uma voz que parece uma comadre astuta, vigilante e malevolente que observa as pessoas no mundo e está sempre pronta a atribuir-lhes as piores intenções... Essa comadre fofoqueira é chamada pelos psicanalistas de "Superego". Os analistas transacionais a chamam de "Pai Crítico Perseguidor", perseguindo as pessoas através de seu "diálogo interno" cheio de preconceitos...

Todos nos sentimos vítimas da fofoca e de boatos - quando somos seu personagem. Mas ninguém se sente "agente" criador de fofoca e iniciador de boato. Estranho, não? Você já parou para pensar e verificar se, involuntariamente, no seu trabalho, não está iniciando boatos ou se não está, sem o perceber, fofocando sobre alguém?

Fofocar ou espalhar boatos é um comportamento encontrado em muitas empresas. Isso traz prejuízos para o ambiente de trabalho, para a confiança entre colegas e chefes, para o moral de grupo e para a pessoa vítima da fofoca ou do boato. É preciso que cada um que trabalha em uma organização - você inclusive - tomem muito cuidado com o que fala por ai a respeito dos outros. Não se "ganha" nada com isso, mas um boato ou fofoca pode prejudicar alguém de forma irreparável, tanto em sua vida pessoal quanto na profissional. Que cada um viva a própria vida, não se preocupando em "por o nariz na vida alheia".

Só quem viveu o fato sabe como ele foi. Quem ouviu falar ou só sabe um pedaço - quase sempre muito pequeno - não sabe o que aconteceu. Imagina, supõe, advinha - usando suas frustrações, seus medos, seus anseios para complementar o que não sabe. E pronto, aí está criada a fofoca ou boato. Se você transmitir somente o que percebeu - com louvável espírito científico e ético - dirá apenas coisas assim: ... vi fulano passar andando depressa... vi fulano conversando com alguém. Falavam e sorriam. Vi sicrano em uma festa, conversando animadamente com...

Há especialistas que defendem a idéia de haver dentro de uma organização, uma "central de boatos"... Senão, vejamos...

Em um sentido etimológico, a palavra inglesa "grapevine" significa videira, pé de uva. Na gíria americana o termo aplica-se ao angustiante mundo dos executivos, mas especificamente, às salas, corredores e até banheiros de uma empresa, isto é, sua central de boatos. O simbolismo do termo americano se explica: uma videira, como se sabe, cresce para todos os lados, para cima e para baixo. Dessa mesma forma dinâmica e imprevisível, aparecem e circulam os boatos dentro de uma empresa. Seja como for, no entanto, o assunto não é tão prosaico como parece à primeira vista. Na verdade é cada vez maior a importância atribuída à central de boatos, com todos seus defeitos e virtudes, pelos estudiosos dos problemas da moderna administração e pelos Psicólogos industriais.

Freqüentemente relegada a um segundo plano pelos dirigentes de empresa, atemorizados talvez por sua natureza quase intangível e até por uma enganosa superficialidade, a chamada central de boatos se constitui atualmente num dos aspectos mais fascinantes e vitais das comunicações dentro de uma empresa - como sustenta o especialista americano Keith Davis, professor de Administração da Universidade do Arizona. E é justamente nesse sentido - o de seu uso como um eficiente meio de comunicação interna - que Davis alerta os executivos, principalmente os de Recursos Humanos para a importância da central de boatos dentro de uma organização.

Em primeiro lugar ele define a central de boatos ou "grapevine": trata-se de um sistema informal de comunicação, escorado numa base estritamente pessoal. Em oposição ao sistema formal, que se manifesta de cima para baixo através de memorandos, ordens e instruções - como reza o organograma das organizações - o sistema informal nasce do relacionamento entre os funcionários e nele a gerência não exerce influência ou controle. E, ao contrário do que muita gente pensa, afirma Davis, ela é uma atividade normal e saudável dentro de uma organização, surgindo da necessidade natural que as pessoas têm de falar sobre seu próprio trabalho e da gente que o povoa. Muitas vezes, graças ao seu dinamismo e colorido especial, a central chega a complementar o sistema formal de comunicação interna, quase sempre empolado e redundante, quando não vago e mal escrito. Seria essa, segundo Davis, a primeira virtude da central de boatos: complementar a versão oficial, aquela que sai das salas da diretoria.

E nessa linha de idéias, Davis vai mais longe ainda, se não afirmando, pelo menos endossando a tese de que, sem uma central de boatos para tapar os buracos do sistema formal de comunicação, qualquer empresa definharia, pois seus funcionários estariam privados de falar sobre as coisas e a gente da empresa o que, para eles, é uma forma inconsciente de mostrar o interesse pelo trabalho. A partir do momento em que não querem saber o motivo pelo qual fulana chegou atrasada ou quem vai ser promovido no próximo mês, seu comportamento já não seria normal. Segundo conclusão de Davis: feliz do empresário que tem dentro de sua empresa uma ativa central de boatos...

E como funcionaria essa central de boatos? A maioria dos empresários acha que se trata de uma cadeia de fofocas, na qual uma pessoa conta alguma coisa a todas as outras, ou que A conta a B, que fala a C e este passa a D, até que umas vinte pessoas estejam envolvidas. A essa altura Y recebeu a informação muito tarde e de forma incorreta. No entanto, pesquisando mais a fundo, Davis chegou à conclusão de que, além desse sistema, existe um outro muito mais intrigante e, quem sabe, bem mais eficiente: A pessoa A conta algo a três ou quatro amigos selecionados. destes, somente um ou dois passarão a informação adiante e, geralmente, a mais de uma pessoa. Assim, de acordo com o mecanismo desse sistema, é lógico supor-se que, na verdade, apenas algumas pessoas são os "comunicadores ativos" da central de boatos. Exemplo: se somente 87 funcionários sabiam que fulana se casou secretamente no sábado passado é certo que o fato lhes foi contado por um grupo de dez ou quinze pessoas. O restante sabia mas não divulgou a notícia. E o porquê deste curioso comportamento de uma minoria - ou um grupo ativo - tem sua explicação em fatos de ordem psicológica.

De fato as pessoas acionam a central de boatos quando estão tomando parte ativa em algum tipo de ação ou acontecimento dentro da empresa, especialmente épocas de insegurança coletiva. É o caso daqueles que se sentem ameaçados pelo corte anual da empresa. Por outro lado, a amizade também desempenha papel importante em tudo isso. Se Maria está para ser despedida ou Marli vai ser promovida, os amigos imediatamente ativam a central de boatos.

É nesse momento, aconselha Davis, que a gerência deve estar alerta para, ao sentir o pulso de uma insatisfação latente, alimentar a central com informações fidedignas - de forma a manter um clima de tranqüilidade dentro da empresa. Se os funcionários não forem informados rápida e objetivamente sobre situações delicadas, como as dispensas em massa, começam a tirar conclusões, transformando tudo, daí em diante, em rumores desencontrados e alarmantes, envolvendo outras áreas nesse processo. Da mesma maneira a central de boatos se põe muito ativa quando as informações de cima chegam de forma dispersa e fragmentada e às vezes até atrasadas. É preciso contar a história imediatamente e muito bem contada - adverte Davis.

Sobre a maneira como surge uma central de boatos, são muito interessantes as observações do professor Davis, principalmente ao afirmar que ela, muitas vezes, é involuntariamente criada pela gerência. Ele explica assim: a central funciona na base da boca e isso só é possível quando as pessoas estão muito próximas fisicamente um das outras: quando suas mesas são coladas ou quando é possível ir de uma sala a outra, caminhando tranqüilamente.

No fundo, ao afirmar isso, ele está pensando naqueles indecifráveis mapas e diagramas muito utilizados pelas empresas nas épocas de remanejar seu pessoal em salas e corredores. Aí procura-se aproveitar o maior espaço possível, isto é, juntando e apertando uns aos outros. O resultado é o nascimento de uma ativa central de boatos.

Davis contesta ainda aqueles que questionam a validade da central de boatos, descartando-a como uma simples máquina de boataria, sem o menor sinal de autenticidade. Pesquisas mostram que a tendência da gerência, quando confrontada com o produto da central, é considerar apenas os rumores e não os fatos por ela trazidos à luz. Feita uma análise da central de boatos em funcionamento, afirma o especialista americano, constata-se que 90% das informações que divulga são verdadeiras, embora na maioria das vezes as histórias sejam falhas ou incompletas nos detalhes. Ocasionalmente a central está tão ou bem mais informada que a gerência.

De acordo com Davis uma das características básicas da central de boatos é a sua extraordinária velocidade, que permite a um pequeno grupo de pessoas atingir a um grupo maior em algumas horas. Através do e-mail ou de outros meios de comunicação, como a viagem em avião à jato, é possível à central de boatos dar pulos de milhares de quilômetros em pouco tempo.

Segundo as pesquisas, os homens estão tanto ou mais envolvidos na central que as mulheres. E entre estas as secretárias são as maiores fontes de informação dentro da empresa, participando ativamente das centrais de boatos. Davis não menciona, mas certamente o pessoal da limpeza das grandes empresas, em especial os servidores de café e as equipes de manutenção, também podem, de acordo com seu nível de inteligência e relacionamento dentro da empresa - em geral cordial com o pessoal de menor gradação - servir de excelentes agentes da circulação de informações, graças a sua mobilidade interna.

De qualquer forma, conclui Davis, os empresários têm mesmo que viver com a central de boatos, independente de suas opiniões a respeito. Mas, apesar de ser inevitável, ela pode ser útil em certas ocasiões. Para tanto é preciso, em primeiro lugar, respeitá-la e entender o seu funcionamento, para depois tirar proveito de algumas de suas virtudes nas épocas de crise. É o caso daquele presidente de empresa que ficou sabendo, através de um colega de seu motorista, que um de seus principais diretores gastava toda sua verba de representação nas noites, sozinho, de segunda a sexta.

Cigarros e seus males

Riscos
O cigarro foi considerado por muito tempo como símbolo de status. Hoje em dia, porém, sabe-se que o cigarro é um dos piores inimigos da saúde, e aos poucos ele vai saindo de moda.

Um bom exemplo de doença associada ao fumo é o câncer de pulmão, doença altamente fatal, em que a quantidade de cigarros fumados por dia é proporcional ao risco de se ter a doença. Isso quer dizer que, se a pessoa fuma de 1 a 9 cigarros por dia, ela tem 5 vezes mais chance de ter câncer, enquanto alguém que fume mais de 40 cigarros por dia terá uma chance 20 vezes maior que um não-fumante. Também as pessoas que não fumam, mas vivem com fumantes, (os chamados fumantes passivos) têm chance de adquirir a doença, sendo que 25 a 46% das mulheres que morrem de câncer de pulmão e 13 a 37% dos homens que morrem da mesma doença não são fumantes, mas com certeza adquiriram a doença através da convivência com fumantes.

Outras doenças também são apontadas como sendo causadas pelo cigarro, como o câncer de colo uterino, em que as mulheres fumantes têm um risco 3 vezes maior de adquirir a doença do que as não fumantes. Outros casos de associação do cigarro com câncer são câncer de laringe e de boca, de pâncreas, de bexiga, de esôfago, de estômago e de rim. O cigarro também contribui em grande parte para o infarto do coração, bem como para outras doenças vasculares, como o derrame cerebral. Por mais de 20 anos, várias pesquisas têm demonstrado que o fumo é a causa mais importante de bronquites crônicas e enfisema pulmonar. Como se não bastasse, em gestantes, o cigarro provoca partos prematuros, e o nascimento de crianças com peso muito abaixo do normal. Além disso, o fumo causa por volta de 20% dos casos anuais de asma nas crianças.

Composição
As folhas de fumo contêm mais de 4.500 complexos químicos, muitos dos quais se transformam em outras combinações. Esses complexos incluem arsênico, amônia, sulfito de hidrogênio e cianeto hidrogenado. Talvez o mais letal de todos os elementos seja o monóxido de carbono, que é idêntico ao gás que sai do escapamento dos automóveis. Como o monóxido de carbono tem mais afinidade com a hemoglobina do sangue do que o próprio oxigênio, ele toma o lugar do oxigênio, deixando o nosso corpo totalmente intoxicado.

Largando o hábito
Nem sempre é fácil largar o hábito do fumo. Mas sempre é bom para a saúde. Alguns benefícios são quase imediatos. Trinta minutos depois da pessoa fumar o último cigarro, pressão arterial, batimento cardíaco e temperatura voltam ao normal. Ao final de oito horas, o nível de oxigênio e gás carbônico do sangue começa a se equilibrar, e a chance de se ter um ataque do coração começa a cair. Algumas semanas depois de ter parado de fumar, o olfato e o paladar começam a funcionar normalmente, e a respiração se normaliza.

A pessoa que para de fumar sente-se mais energética e o seu risco de desenvolver um ataque cardíaco, após alguns meses, vai cair para menos de 50% do que quando fumava. Depois de 10 anos sem fumar, aquelas pessoas que tinham células pré-cancerosas nos pulmões passam a ter células normais e, após 20 anos de abstinência, passam a ser consideradas não fumantes.

Tratamento
Fumar vicia orgânica e psicologicamente. Para quebrar o hábito de fumar, pode ser necessário fazer alguma forma de tratamento que elimine a dependência física e psicológica da nicotina. Vários tratamentos têm sido sugeridos. Um deles é o uso de grupos de apoio. Também a hipnose e psicoterapia podem ajudar nos casos em que a ansiedade é um fator importante. Algumas pessoas se beneficiam do uso de acupuntura, com bons resultados. Porém, um tratamento que tem resolvido bastante é o uso de bandagens de nicotina auto-adesivas ("nicotine patches"), que liberam quantidades de nicotina através da pele, dando à pessoa a nicotina de que a pessoa precisa, sem precisar fumar. Também são de grande utilidade as gomas de mascar com nicotina, que funcionam do mesmo modo. Nessas formas de tratamento há apenas nicotina, e não as outras substâncias químicas contidas no cigarro, e por isso causam menos mal à saúde.

Mais recentemente, foi mostrado que o uso de alguns medicamentos antidepressivos pode uxiliar no tratamento da dependência. Se houver interesse, mas dificuldade em largar o vício, o ideal é procurar um médico.

Por que parar?
Para muita gente, parar de fumar é extremamente difícil. Mas deveriam pensar em todos os benefícios que isso iria trazer, como saúde, bem estar, economia, além de evitar o incômodo e a doença dos indivíduos próximos que não fumam.

Chão de Estrelas

Chão de estrelas
Música: Sílvio Caldas.
Letra: Orestes Barbosa
José Roberto Molina
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Minha vida era um palco iluminado
E eu vivia vestido de dourado
Palhaço das perdidas ilusões
Cheio dos guizos falsos da alegria
Andei cantando minha fantasia
Entre as palmas febris dos corações
Meu barracão lá no morro do Salgueiro
Tinha o cantar alegre de um viveiro
Foste a sonoridade que acabou
E hoje, quando do Sol a claridade
Forra o meu barracão, sinto saudade
Da mulher, pomba-rola que voou
Nossas roupas comuns dependuradas
Na corda qual bandeiras agitadas
Pareciam um estranho festival
Festa dos nossos trapos coloridos
A mostrar que nos morros mal vestidos
É sempre feriado nacional.
A porta do barraco era sem trinco
Mas a lua furando nosso zinco
Salpicava de estrelas nosso chão
E tu pisavas nos astros distraída
Sem saber que a ventura desta vida
É a cabrocha, o luar e o violão

Esta música eu considero, meu ponto de vista, o hino nacional da música popular brasileira. (Tadeu Arruda Câmara
)
Diario de Natal

14/09/2007 - 14h 34 TCE define Comissão que irá inspecionar a Câmara dos Vereadores
Amilcar Vicente da Cruz Gomes, Edvaldo ALves da Silva e Elder de Araújo Campos. Estes são os três nomes designados pela Tribunal de Contas do Estado - TCE - para inspecionar a Câmara Municipal do Natal. De acordo com o procurador Carlos Thompson, a inspeção atende um pedido do MP feito no dia 26 julho e aprovado pelo Tribunal. Um dos motivos da inspeção foi a apreensão de uma folha de pagamento referente ao mês de junho de 2007, que continha um total de 987 cargos comissionados, em poder do presidente da CMN, vereador Dickson Nasser (PSB), durante a Operação Impacto.
Além da legalidade com relação ao preenchimento dos cargos comissionados, o representante do MP fez outros pedidos na representação: apurar a possível existência de um número absolutamente desproporcional e indiscriminado de cargos em comissão na CMN, examinar todas as prestações de contas de cada vereador bem como investigar se existem pessoas no Legislativo municipal que ganham sem trabalhar; promover, a exemplo do que vem sendo feito em outras câmaras municipais, ampla e completa fiscalização de toda a situação funcional da CMN e, por fim, apurar a Resolução nº 09, de 2 de julho de 2007, da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Natal.
A Comissão terá 30 dias como prazo para o término dos trabalhos e entrega do relatório conclusivo; Depois disso, o processo será encaminhado ao Tribunal de Contas do Estado.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

O Ébrio - Augusto dos Anjos

Bebi! Mas sei por que bebi!… Buscava
Em verdes nuanças de miragens, ver
Se nesta ânsia suprema de beber,
Achava a Glória que ninguém achava!

E todo o dia então eu me embriagava
- Novo Sileno, - em busca de ascender
A essa Babel fictícia do Prazer
Que procuravam e que eu procurava.

Trás de mim, na atra estrada que trilhei,
Quantos também, quantos também deixei,
Mas eu não contarei nunca a ninguém.

A ninguém nunca eu contarei a história
Dos que, como eu, foram buscar a Glória
E que, como eu, irão morrer também.

Versos Íntimos - Augusto dos Anjos

Vês! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera
-Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te à lama que te espera!
O Homem, que, nesta terra miserável,
Mora, entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera.

Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija!

Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Piada de português

Manuel e Joaquim passeavam pela rua, quando encontraram uma bosta no chão: - Manuel! Te dou 1.000 Reais se tu comerers essa bosta... - Então esta combinado, Joaquim... Manuel foi lá e comeu a bosta, ganhando os 1.000 reais... Continuaram andando quando encontraram outra bosta no chão: - Joaquim! Agora sou eu quem te dou os 1.000 Reais se tu comer essa bosta... - Então está beleza!!! O Joaquim se abaixou e comeu a bosta também... MORAL: Os dois portugueses comeram bosta de graça...

Piada de português

O Manuel vai visitar um velho navio de guerra. Em um dos compartimentos, tropeça numa placa de bronze, onde esta escrito: "Aqui tombou o Almirante Barroso". E comenta: - Não é de admirar. Eu também quase cai aqui!

Piada de português

Em Lisboa, após um incêndio num pequeno prédio, os bombeiros, verificando os destroços, encontram apenas um morto. E justamente o avô do Manuel, que estava de cabeça para baixo, com o dedo indicador apontando para um dos cantos do ambiente. Ao seu lado, um extintor de incêndio, com a seguinte instrução: "Em caso de incêndio, vire de cabeça para baixo e aponte para a chama".
Colaboração: Tadeu Arruda Câmara

Piadas de doido - numeradas

LOUCOS: 1- O doido estava no hospício, escrevendo uma carta, quando o médico chegou, viu e pensou: "Poxa, esse cara já deve tar bom. Tá até escrevendo carta!". Aí ele chegou pro doido e perguntou: -Pra quem é essa carta? -Ah é pra mim mesmo, doutor, eu nunca recebo cartas de ningúem. -E o que está escrito nela? -Como eu vou saber, ainda não recebi. 2- O mesmo doido estava passeando com a escova de dente na coleira, até que o médico chegou: -Tá passeando com o cachorrinho na coleira? -Oh seu burro, não tá vendo que isso é uma escova de dente? O médico saiu todo decepcionado, aí o doido chegou pra escova e disse baixinho: -He He, enganamos mais um, totó!! 3- O mesmo doido planejava fugir do hospício com um parceiro. Chegou pra ele e disse: - Vamos fugir de noite pelo buraco da fechadura! De noite, os dois saíram de fininho, chegaram na porta, aí o doido disse: -Ih pode desistir, não vai dar mais pra fugir. -Por que? -Esqueceram a chave na fechadura. 4- Outro plano de fuga. Só que desta vez o era pra pular o portão. Chegou a noite, mas quando chegou na hora H o doido disse: -Ih, não vai dar pra pular o portão! -Mas porque? -Esqueceram ele aberto. 5- Na aula de pintura, o já tradicional doido pegou o pincel e pintou uma porta na parede. Depois, chegou pro médico e disse: -Eh eh, olha só o que eu vou fazer...EI GALERA, VAMOS FUGIR, TEM UMA PORTA AQUI!!! Os doidos iam correndo, trombavam na parede e esborrachavam no chão. O médico pensou: "Esse daí já deve estar bom, olha só o que ele fez". Aí o doido disse: -Doutor, olha como esses caras são burros, não sabem que a chave está comigo. 6- O hospício tava lotadaço, os médicos queriam se desfazer de alguns doidos. Então colocaram todos os malucos para pular de um trampolim em uma piscina, só que esta estava totalmente vazia. Foi o primeiro, pulou e se esborrachou no chão, o segundo, o terceiro, e todos caiam direto no fundo da piscina. Aí o nosso conhecido amigo doido chegou, subiu no trampolim, olhou para baixo e voltou. O médico pensou: "Oba, esse aí eu posso liberar, ele não pulou." - Por que você não pulou? -Não conta pra ninguém não, mas é porque eu não sei nadar. 7- O doido atendeu o telefone e ouviu: -Alô, é do hospício? -Não, aqui nem tem telefone. 8- No hospício, o doido, sentado num banquinho, segura uma vara de pescar mergulhada num balde de água. O médico passa e pegunta: - O que você está pescando? - Otários, doutor. - Já pegou algum? - O senhor é o quinto. 9- O hospício tava superlotado, então os médicos resolveram fazer um exame pra ver quem já estava bom. Saíram gritando que o hospício estava inundando, todos os doidos começaram a nadar no chão, menos o famoso doido que estava sentado num banco, sorrindo. O médico pensou:"Esse cara já deve tar bom, não tá nadando." E perguntou pro doido: - Por que você não tá nadando? - Eu vou esperar a lancha que é mais rápido. 10- No hospício, o doido tava jogando paciência, quando um outro chegou e disse: - Ei, você está roubando? - Sim, mas não espalha. - E você nunca descobre? - Não, eu sou muito esperto.